Um dos mais repetidos desejos dos
seres humanos nos últimos tempos, é a conquista da paz. Para tanto, usam o
branco, fazem pedidos, oferendas, solicitando
que seres místicos ofereçam o tão almejado sonho. Mesmo comprovando,
repetidamente, que tais rituais não
detém a capacidade de propiciar a quem quer que seja um estado interno de
serenidade, de sossego, de alegria, continuamos buscando do lado de fora o que
deveríamos construir do lado de dentro. A paz, é inegável, é um estado interno, de aprovação, desfrute
dos próprios atos, pensamentos e palavras. É quando a consciência, vigia
implacável, de todos nossos atos, nos
restitui, tudo o que fizemos durante as
horas, os dias ou durante uma vida. Não importa o fragmento de vida, conquistar este estado interno de serenidade
é resultado de cultivos de atos, pensamentos e palavras da mesma hierarquia.
Jamais se conquistará a paz com a guerra.
Não importa a vida que levamos, seja no aspecto social, familiar,
profissional, a conquista da paz é uma decorrência direta da lei de
correspondência, ou causa e efeito, de modo que, retorna ao próprio indivíduo, os frutos dos próprios cultivos. A vida é um
belíssimo campo de experiências, basta, a cada um, dispor-se a cultivar, nas
várias vidas, palavras, pensamentos atos que objetivam produzir belas sensações
de alívio, de bem estar, de sossego, de
serenidade, iniciando com o tom de voz, com as palavras adequadas ou com o
próprio silêncio. Na medida em que formos oferecendo aos demais o desfrutar de
tais sensações é porque, internamente,
já construímos um estado pacífico, porque ninguém dá o que não tem,
portanto, até o momento em que não conseguirmos oferecer aos demais a paz é
porque, de fato, ainda não fomos capazes
de construir dentro de nós mesmos.
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