O artigo anterior, objetivou provocar reflexões sobre o que seria a vida humana, pois, uma vez conceituada corretamente,
certamente, cada um de nós saberia, com exatidão, qual o comportamento adequado, conduta, quais pensamentos e sentimentos se
coadunam com esta grande prerrogativa e quais caminham no sentido inverso.
Cientes das razões desta caminhada, escolheríamos os percursos adequados,
faríamos os cultivos corretos, aproveitaríamos cada instante para construir uma
bela imagem, dedicaríamos cada momento para estabelecer conexões, laços, com
nossos semelhantes, amando mais, tolerando, respeitando. Cuidaríamos para não
provocar mal aos nossos semelhantes, especialmente, àqueles que nos são caros, pais, irmãos,
filhos, amigos. Não perderíamos nenhuma
oportunidade de observar os movimentos que ocorrem ao nosso redor, sentindo e
compreendendo tanto o que acontece com o semelhante quanto na própria natureza,
no dia ou na noite, no sol ou na chuva, no calor ou no frio.
Desconectados de nós mesmos, distantes, ausentes, seja do próprio mundo
interno, dos semelhantes, e especialmente da natureza que nos rodeia, é como se
não vivêssemos. Muitos são os que repetem todos os dias os mesmos
comportamentos, condutas, sem se deter a examinar ao final de cada dia
o que de fato fez da vida, o que ficou
registrado, o que construiu, evoluiu, compreendeu, observou, refletiu, amou, etc. E, assim passam
os dias e as noites sem que a consciência registre qualquer acontecimento, e, ao
final dos dias não restará um único sinal da passagem deste ser por esta dimensão chamada cosmos, eis aí a morte.
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