quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Morte




 
 O artigo anterior,  objetivou provocar reflexões  sobre o que seria a vida humana,  pois, uma vez conceituada corretamente, certamente, cada um de nós saberia, com exatidão,  qual o comportamento adequado,  conduta, quais pensamentos e sentimentos se coadunam com esta grande prerrogativa e quais caminham no sentido inverso. Cientes das razões desta caminhada, escolheríamos os percursos adequados, faríamos os cultivos corretos, aproveitaríamos cada instante para construir uma bela imagem, dedicaríamos cada momento para estabelecer conexões, laços, com nossos semelhantes, amando mais, tolerando, respeitando. Cuidaríamos para não provocar mal aos nossos semelhantes, especialmente,  àqueles que nos são caros, pais, irmãos, filhos, amigos.  Não perderíamos nenhuma oportunidade de observar os movimentos que ocorrem ao nosso redor, sentindo e compreendendo tanto o que acontece com o semelhante quanto na própria natureza, no dia ou  na noite,  no sol ou na chuva, no calor ou no frio. Desconectados de nós mesmos, distantes, ausentes, seja do próprio mundo interno, dos semelhantes, e especialmente da natureza que nos rodeia, é como se não vivêssemos. Muitos são os que repetem todos os dias os mesmos comportamentos,  condutas,  sem se deter a examinar ao final de cada dia o que de fato fez da vida,  o que ficou registrado,  o que construiu,  evoluiu,  compreendeu,  observou, refletiu, amou, etc. E, assim passam os dias e as noites sem que a consciência registre qualquer acontecimento,  e,  ao final dos dias não restará um único sinal da passagem deste ser  por esta dimensão chamada cosmos,  eis aí a morte.

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