Inegavelmente um dos maiores, senão o maior objetivo da vida é descobrir quem somos. É que, desde o momento em que, por nós mesmos, passamos a pensar, uma das maiores dúvidas que nos aflige, é saber quem somos, de onde viemos e prá onde vamos. Quanto mais tiver o ser, a capacidade de responder a si mesmo tais questionamentos, melhor será o equilíbrio da vida, menos dúvidas, mais certezas, menos vazios. A doença do vazio é a responsável por tantas amarguras, sofrimentos, sensações de desprezo a si mesmo, ao que se faz e pensa. Mas como preencher este vazio? Quais os elementos que detém a capacidade de enchê-lo? Penso que o vazio é preenchido na medida em que passa o ser a dominar os segredos e mistérios de seu mundo interno. Somente conhecendo a si mesmo terá o ser a capacidade de dominar seus defeitos, enaltecer suas virtudes, conhecer suas fraquezas e energias, saber com quais elementos pode contar para a resolução de seus problemas e, especialmente, de onde partir rumo ao aperfeiçoamento em todos os aspectos da vida. Em que pese as buscas, os vários lugares e pessoas que se propõe a resolver tais aspectos, o ser, somente encherá o vazio na medida em que, por ele mesmo, conseguir produzir respostas as dúvidas referidas. Sem dúvida uma das grandes, senão a maior ferramenta para a obtenção das respostas é o uso da faculdade da observação. Quanto mais tiver o ser a capacidade de abstração e observação de todos os movimentos que ocorrem no seu mundo interno, no semelhante e na natureza, mais respostas serão obtidas. Somos formados pela mesma substância que existe na natureza, a contemplação, compreensão dos mecanismos que a movem nos conduzem ao encontro de nós mesmos, por isso, buscamos, de várias formas nos aproximarmos dela, curtimos uma praia, o mar, o rio, o lago, o barulho da chuva, o silêncio da floresta seu cheiro etc. Colocar o pé na terra fresquinha e pura descarrega nossas tensões, nos enche de energia. Tais sensações de bem estar e de equilíbrio decorrem do encontro com nossa essência, que não é de índole material, e da cujo conhecimento, domínio e nutrição dependemos para dar a vida o valor que ela possui. Quanto mais convicções tivermos, de que, a vida física é perecedoura e que essa caminhada nos é oferecida, exatamente, para que façamos dela um exemplo, de esforço, de superação de melhoramento individual, de conquistas não só materiais, mas, especialmente, de índole superior, de valores, morais, de comportamento humano, maior será o domínio dos grandes enigmas da vida, e, portanto, mais felizes e equilibrados seremos.
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