terça-feira, 5 de julho de 2011

Saudades do sol

                                                    
Vivemos uma vida corrida, cheia de compromissos, obrigações que nos absorvem, restando pouco tempo para nós mesmos. Por conta desse modo de viver, da amplitude dos “problemas” a vida fica reduzida a pequenos instantes de reflexão, quando serenamos a mente e procuramos ingressar em nosso mundo interno. Nestes instantes,  recordamos de muitas coisas importantes que são gratas,  motivos de alegria, de sensações de bem estar, de felicidade. Por estarmos absorvidos com os afazeres da vida corrente,  impregnados de “pensamentos problemas”, esquecemos, não percebemos, não valorizamos ou sentimos a importância dos elementos da natureza. E, como em tantos outros aspectos da vida só nos damos conta quando perdemos.  Assim, devido aos fatores climáticos que tem nos atingido nos últimos dias, não temos visto o sol, as nuvens, a umidade, o frio e a chuva tem predominado. Por conta disso no contato com as pessoas,  o que mais se houve,  são as manifestações “reclamações”, da falta do sol. E, verdadeiramente,  inegável de sua força, energia e importância para a vida na terra. No entanto,  se é ele tão importante, necessário, útil,  luz e energia, porque só o valorizamos quando perdemos? Porque quando presente,  não rendemos a essa grande energia nossas homenagens de satisfação intima, de alegria e regozijo por sua presença?  Ao contrário, são comuns, quando banhados pelo sol, as reclamações dos incômodos dos seus raios, do calor, da excessiva luminosidade a tingir nossa visão etc. Assim somos nós seres humanos, por conta das absorções antes citadas vivemos distantes, não percebemos, não sentimos e não somos gratos pelas maravilhas que a natureza nos oferece. Nesses dias, recordamos do sol, o valorizamos, percebemos de sua importância, e, até imaginamos que se tivesse ele presente,  seriamos mais felizes. Mas quando ele voltar, mostrar toda sua força  e energia, por quantos instantes conseguiremos nós, sermos gratos, felizes pela sua presença? Do mesmo modo nos comportamos com tantos outros aspectos da natureza, como a chuva quando por alguns dias deixa de cair, dos dias de frio, das delicias do aconchego,  da casa quentinha, da cama, do vinho, daquela comidinha deliciosa,  da pureza do ar, do céu azul,  das belas imagens da neve ou da geada.  Ou ainda do verão com todas as oportunidades oferecidas pela estação, e que, neste momento de frio,  são recordados com saudades, mas quando chega,  são motivo de reclamações pelas conseqüências natural da estação. Assim somos nós, só valorizamos, sentimos e recordamos de algo quando perdemos, quando estão distantes e não passível de desfrute no instante. Quando presente, esquecemos, não damos valor, não aproveitamos o ensejo para externar a gratidão,  para admirar as belezas, para ser feliz.    

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