
Esse perfeito mecanismo humano é dotado de cinco sentidos, os quais, objetivam, estabelecer contatos, fazer ligações com toda criação. Inesquecíveis são, os momentos que desfrutamos ao ingerir algum alimento, quando nos dispomos a saboreá-lo, seja em algo novo ou quando nos remete a alguma momento especial da vida, a comida da mamãe etc, “paladar”. Do mesmo modo, àquele toque que nos faz ou fez arrepiar, um abraço aos nossos entes queridos, um aperto de mão “tato”. Ou ainda a grandeza e a importância da “visão” em nossa vida, a permitir o desfrutar de magníficas imagens, o pôr do sol, o sorriso de um filho, o brilho nos olhos, a chuva, a lua, as estrelas, o dia ou a noite, a natureza em toda sua beleza e magnitude. Da mesma forma, inegável do fascínio e importância da audição. Quão marcante são momentos da vida que foram presididos por algum som, daquela música que quando ouvida, novamente, nos remete a instantes sublimes de recordação, seja de criança, na adolescência na juventude ou em qualquer fase. Em que pese todos esses canais de ligação do ser humano com a criação, vivemos a maior parte do tempo desligados, desconectados, num mundo distante, onde predominam os pensamentos problemas, as reclamações, as angústias. O que precisamos fazer para desfrutar desses canais? Porque não os percebemos e ou esquecemos? Penso que todas as potências do ser humano pertencem ao mundo interno e só podem ser desfrutadas quando consegue o ser, ingressar em suas entranhas. Para que isso se torne possível, é preciso consagrar, intimamente, o instante, deixando de lado os pensamentos problemas, as lamentações, os rancores e tantos outros defeitos que não nos deixam viver. O desfrutar de um sabor, de um som, de uma bela visão, do toque, não se torna possível quando, intimamente, não dedica o ser, toda sua atenção, consagração, pensar e sentir no instante vivido. Difícil imaginar, sentir a vida, sem o olfato, o cheiro, que dá sabor a vida, que mantém registros de fases, lugares, ambientes e momentos vividos. Em que pese sua importância na vida, já que permanente e incessantemente ingressam em nossos pulmões, porções de oxigênio, que são vida, não nos damos conta de seu sabor, ou seja do sabor de viver. Sentir o cheiro da vida, implica, ser grato a oportunidade concedida de respirar mais um dia, e, tal manifestação, do pensar e sentir só ocorre quando o querer interno, nutrido, alimentado com bons pensamentos e sentimentos permite. Portanto, o cheiro da vida, ou da morte, dependem, exclusivamente, de cada um, da dedicação e consagração intima que concede a esta grande oportunidade que é viver.
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