Dentre os poderes que temos o que mais nos utilizamos é o da palavra. Embora tenhamos inúmeros outras capacidades desconhecidas, pouco exploradas, e de infinita superioridade em potência e valor, a que mais desenvolvemos e fizemos uso é a manifestação verbal. Difícil imaginar a vida humana sem esse modo de expressão, embora inúmeros indicativos de que dispomos de formas muito mais eficientes de comunicação. Tanta é a importância e potência da palavra, que criamos um segmento, “comunicação”, especialmente, centrado na “imprensa”, responsável por propalar os fatos que nos rodeiam, cujo segmento, é tido e conhecido como o quarto poder de um povo, na mesma hierarquia dos poderes constituídos, Legislativo, executivo e judiciário. Em virtude de seu poder, a palavra é utilizada tanto par o bem quanto para o mal. Aliás, se atentarmos para todas as formas de manifestação verbal que nos rodeiam, veremos, com facilidade, que ela é utilizada mais para o mal do que para o bem. O comum, o normal, no uso da palavra é a construção, a busca pela exaltação de qualidades próprias, “vaidade, amor próprio”, com objetivos egoístas, para ferir , imputar, indicar falhas, defeitos nos semelhantes. Tão raro é o uso da palavra em fazer o bem, que implica em não pretender com a manifestação, nenhum benefício pessoal, seja em reconhecimento ou em gratidão. A palavra do bem é àquela que não fere nunca, que é pronunciada com objetivos altruístas, de ensinar, de orientar e fazer feliz. A palavra do bem é àquela que não engana, que não incute nenhuma idéia ou conceito que não seja fruto de conhecimento, da certeza de seu valor e de sua verdade. A palavra do bem não impõe medo, escolhe o momento certo para ser pronunciada, bem como a forma adequada de ser dita, preparando um ambiente que propicie a reflexão, a penetração e manejo no interno a fim de que não passe desapercebida. A palavra do bem é fruto de reflexão, de análise de sua utilidade oportunidade, não se esquecendo nunca de que, muitas vezes a melhor forma de auxílio é o silêncio. A força da manifestação, depende, do conteúdo moral e intelectual do ser que a expressa. Quando junto com a palavra, exalam fragmentos que representam a própria conduta, sendo fruto de realizações internas, sua força será muito maior. Quando a palavra surge do conduto vocal impregnada com a pureza do sentir humano, destinada a auxiliar não só a quem é dirigida, senão á construir um futuro melhor para toda a humanidade, quando os elementos externados contém valores eternos, de verdade e de clara orientação então a palavra é de bem. Se tais aspectos fossem tidos em conta nas manifestações, muitos sofrimentos seriam evitados, mais conhecimentos e felicidade seriam semeados com frutos duradouros para toda humanidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário