sábado, 2 de julho de 2011

A palavra e seu poder


                                                          
Dentre os poderes que temos  o que mais nos utilizamos é o da palavra. Embora tenhamos inúmeros outras capacidades desconhecidas,  pouco exploradas,  e de infinita superioridade em potência e valor, a que mais desenvolvemos e fizemos uso é a manifestação verbal. Difícil imaginar a vida humana sem esse modo de expressão,  embora inúmeros indicativos de que dispomos de formas muito mais eficientes de comunicação. Tanta é a importância e potência da palavra, que criamos um segmento, “comunicação”, especialmente,  centrado na “imprensa”, responsável por propalar os fatos que nos rodeiam,  cujo segmento,  é tido e conhecido como o quarto poder de um povo, na mesma hierarquia dos poderes constituídos,  Legislativo, executivo e judiciário. Em virtude de seu poder, a palavra  é utilizada tanto par o bem quanto para o mal. Aliás, se atentarmos para todas as formas de manifestação verbal   que nos rodeiam, veremos, com facilidade,  que ela é  utilizada mais  para o mal do que para o bem. O comum, o normal,  no uso da palavra é a construção, a busca pela exaltação de qualidades próprias, “vaidade, amor próprio”,  com objetivos egoístas,  para ferir , imputar, indicar falhas, defeitos nos semelhantes. Tão raro é o uso da palavra em fazer o bem, que implica em não pretender com a manifestação, nenhum benefício pessoal, seja em reconhecimento ou em gratidão.  A palavra do bem é àquela que não fere nunca, que  é pronunciada com objetivos altruístas, de ensinar, de orientar e fazer feliz. A palavra do bem é àquela que não engana,  que não incute nenhuma idéia ou conceito que não seja fruto de conhecimento, da certeza de seu valor e de sua verdade. A palavra do bem não impõe medo, escolhe o momento certo para ser pronunciada, bem como a forma adequada de ser  dita, preparando um ambiente que propicie a reflexão, a penetração  e manejo no interno a fim de que não passe desapercebida.  A palavra do bem é fruto de reflexão, de análise de sua utilidade oportunidade, não se esquecendo nunca de que, muitas vezes a melhor forma de auxílio é o silêncio. A força da manifestação, depende,  do conteúdo moral e intelectual do ser que a expressa.  Quando junto com a palavra,  exalam fragmentos que representam a própria conduta, sendo fruto de realizações internas, sua força será muito maior. Quando a palavra surge do conduto vocal impregnada com a pureza do sentir humano, destinada a auxiliar não só  a quem é dirigida, senão á construir um futuro melhor para toda a humanidade, quando os elementos externados contém valores eternos, de verdade e de clara orientação então a palavra é de bem.  Se tais aspectos fossem tidos em conta nas manifestações,  muitos sofrimentos seriam evitados, mais conhecimentos e felicidade seriam semeados com frutos duradouros para toda humanidade.

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