quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cuidar de si mesmo

 

 

O ser humano, por natureza, assim que começa a criar seus próprios pensamentos, passa a pretender controlar, interferir ou “cuidar” da vida alheia. Embora criança, já se sabe, que sem imposição de regras de conduta, sua liberdade vai se ampliando até o ponto de dominar completamente a vida dos adultos. E, assim vamos crescendo, sempre pretendendo controlar, fazer com que os outros se comportem segundo nosso desejo. Tal pretensão é ampla e atinge qualquer tipo de relação, a mais comum e evidente é a dos pais em relação aos filhos, embora também ocorra o inverso, entre irmãos, amigos, relação de trabalho, não importando a hierarquia, sempre estará em jogo a tentativa de dominar o outro. Por conta disso, o ser experimenta muitos desgostos e sofrimentos,  pois constata,   que seu desejo de posse e domínio não é respeitado, chegando ao ponto de responsabilizar os outros pelos seus fracassos. Diante dessa forma de encarar a vida olhando para fora, confiando e dependendo dos outros para alcançar a felicidade, esquece o ser,  de atentar para o mais importante, o único que é responsável direto pelo encaminhamento da vida em qualquer de seus aspectos. Refiro-me a vida interna,  é ali onde tudo acontece, onde se travam as lutas, onde se vence ou é derrotado. Tudo o que vivemos, observamos, pensamos, razonamos ou sentimos pertence, exclusivamente,  ao foro íntimo, ninguém, nenhum ser,  terá a possibilidade, capacidade,  de ingressar neste mundo e direcioná-lo para o bem ou para o mal, para o sucesso ou para o fracasso a não ser que conte com a aprovação, anuência do seu dono. A cada um, isoladamente, compete  cuidar de seu maior patrimônio, o mundo interno, onde nasce, cresce e se desenvolve a verdadeira vida constituída de seus pensamentos e sentimentos,  de tudo que povoa sua mente e seu coração. Portanto é preciso cuidar do que se tem dentro, e, bem organizado este mundo, com seu exemplo,  outros poderão ser ajudados.


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