
A intensidade da vida não está relacionada a quantidade de oportunidades que desfrutamos para distrações, prazeres nos seus mais variados aspectos. Prova disso é o adoecimento da civilização, especialmente na sua psicologia, “depressão”, doença do vazio. Da análise da situação atual, resta evidente, que os avanços nos mais variados ramos, nos tem encaminhado para longe da verdadeira vida. A verdadeira vida, àquela que se tem buscado no externo, se situa dentro do ser, e só é acessível quando se dispuser o ser a ouvir seus próprios sons, tanto do mundo mental, do sensível, ou do espírito. Estas portas, só se abrem, quando a mente e o coração são preparados através da construção de estados psicológicos serenos que permitam “me-ditar”, penetrar nas profundezas da alma, encontrar nos mais recôndidos rincões as características do humano ou até do divino, alimentá-las, fazê-las estabelecer contato com toda vida que nos rodeia. O contato com a natureza, seus silêncios e ruídos, é, sem dúvida, um dos melhores ambientes para tais encontros. Talvez por isso, estamos tão doentes, nos distanciamos dela, enquanto os seres do passado dela se embriagavam. A intensidade da vida depende da capacidade do ser de estabelecer contatos, comunicação com tudo o que nos rodeia. Ser intenso é entoar mente e coração numa única batida, único som, som do mundo interno, vibrando com a oportunidade vivida, onde não há divergências, o ser é único, íntegro, consciente do instante. Quando consegue o ser desfrutar destas sensações, perceberá o que é ser intenso, já que, os momentos continuarão vibrando no interno, as imagens vividas ficarão registradas e serão sempre motivos de regozijo, jamais de amargura ou arrependimento. Portanto viver intensamente depende da consagração mental e sensível dedicada ao instante vivido, sempre recordando, que tais momentos, terão que buscar o grande objetivo da vida que é conhecer-se, estabelecer contato com a criação, evoluir, tornar-se um ser melhor.
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