Desde sempre, procurou o homem estabelecer contato com Deus. Inúmeros são os registros de rituais, formas, mecanismos criados pela imaginação humana segundo os quais, o diálogo, contato se torna possível. Em que pese propalarem do sucesso do seu método, ao longo do planeta, cultivam-se centenas, milhares de rituais diferentes, cada um se auto afirmando detentor do acesso divino. Não bastasse as diferenças nos rituais, formas de contato, a humanidade se divide ainda nos que cultuam Deuses diferentes, cada lado pretendendo impor sobre o outro o seu Deus. A carência, vazio humano é imenso, a insatisfação quanto aos resultados oferecidos é grande, e, por conta disso, multiplica-se a indústria dos templos, novas seitas e crenças, cada uma se intitulando autorizada a falar em nome de Deus. Em que pese as ofertas, na prática, o que se vê, é o enriquecimento dos “detentores dos canais de ligação com Deus”. A cada dia os noticiários mostram, o sucesso financeiro desta indústria, que se aproveitando da ignorância humana, retira seus parcos recursos “em nome de Deus”. Aliás, quanto maior for a oferta, maiores serão as “bênçãos” divinas, basta pagar para chegar mais perto e falar com Deus ao pé do ouvido. A cegueira é tanta que embora as evidências, provas dos crimes, barbáries dos impostores, a indústria só faz crescer. Pensando Deus como símbolo de justiça, atribuiria ele diferentes poderes aos seus filhos humanos? Daria Deus a alguns, segredos de sua existência vedados a outros? Exigiria Deus, sacrifícios em seu nome? Imporia Deus pagamento de taxas para falar com ele? Condicionaria Deus o acesso a ele a necessidade de elogia-lo, propalar que ele é o máximo, o tudo? Exigiria Deus que tivéssemos medo dele, ou seja que temêssemos seus castigos? E, caso assim não agíssemos, Deus com seu imenso poder, mataria nossos filhos, esposas, pais, amigos, ou ainda os faria sofrer para mostrar de seu poder? Seria este o Deus ou o “diabo”?. É evidente que Deus, em sua onisciência, onipotência e onipresença, não precisa de intermediários, de lugares, rituais, tampouco necessita ser temido elogiado. O contato com Deus é feito através de único canal, que se situa dentro de cada ser humano, é o seu próprio espirito, partícula divina que nos une e identifica. Falar com Deus é falar com a própria consciência, com os pensamentos, e sentimentos próprios, aperfeiçoar-se. A distância ou proximidade com Deus, depende, exclusivamente, da conduta individual, de nada resolve ajoelhar-se, pagar, repetir palavras, gritar, pedir, se o comportamento reflete ausência de valores de ordem divina.
SENSACIONAL !!!
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