
Não raro, ouvimos a expressão referida
no título deste artigo para explicar sensações ocorridas no mundo interno. De
bem com a vida seria o mesmo que estar feliz, satisfeito, com os
acontecimentos, os fatos ou ainda com a condução da vida. No entanto, o comum no mundo em que vivemos é
atribuir ao outro tal condição, normalmente, relacionada com o sucesso no mundo
profissional e econômico. É que estamos acostumados a observar e julgar
exclusivamente aspectos relacionados ao mundo externo. Por conta disso,
correntemente, ouvimos uns desejando viver a vida do outro. Ocorre
que, estar de bem ou de mal com a vida depende dos movimentos que ocorrem no
mundo interno de cada um. O que se deseja da vida do outro são apenas os
aspectos visuais observados no externo, relacionados ao físico ou material etc.
Não se deseja, até porque não se tem a mínima noção, os movimentos do mundo
interno, as lutas, angústias, dores, sofrimentos do outro. Naturalmente, o abastado imagina a ausência
de lutas do mais humilde, e este da maravilha dos desfrutes do material. Na
verdade “de bem ou de mal com a vida” são estados, modalidades, e ou
características somente experimentadas e sentidas pelo próprio indivíduo. Além
disso, estar de bem com a vida é consequência da aprovação pela consciência da
maneira que a mesma vendo sendo conduzida. De bem com a vida depende da
satisfação com a condução de cada uma das várias vidas que vivemos, a começar
pela interna, fruto da familiar, social, profissional, e, especialmente
espiritual. Não é possível desfrutar das sensações de bem sem que haja harmonia
nas várias vidas, convicções a respeito da sua condução, certeza de que se está
no rumo certo. Portanto ao invés de desejar o que imaginamos que o outro possui
é preciso construir, na própria vida, as condições para desfrutar das sensações
de bem oriundas da aprovação pela consciência da correta condução.
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