quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sinais de vida



 
 
Mesmo sendo a vida o maior patrimônio a ser preservado, conhecido e cultivado, pouco ou nada sabemos dela, tampouco nos empenhamos na busca de respostas.  Prova disso é a ausência de conceito. Se formos questionados, neste instante, a responder o que é a vida, qual seria a resposta? Muitos diriam que viver é ser feliz sem se dar conta de que não sabem o que é a felicidade e ou onde e como encontra-la. Outros responderiam que viver é ter dinheiro, viajar, sem perceber que cada segundo é um fragmento que esta passando e que não voltará jamais e que desse aproveitamento é que se constrói a vida. Além disso, não existe vida sem luta, sem trabalho, superação, pensar o contrário é se colocar no mesmo lugar dos minerais que permanecem imutáveis ao longo do tempo. Na verdade, a vida e sua dimensão estão diretamente relacionadas com a capacidade de estabelecer vínculos, construindo sinais da existência que permanecerão além da morte. Referidos sinais são construídos primeiro dentro de cada um através da ligação,  registros do vivido. Registrar o vivido depende de consagração íntima, do pensar e do sentir atuando em uníssono com a participação da consciência. Assim de nada adianta a mais cara viagem, o mais importante encontro se os momentos vividos não forem sentidos no fundo da alma, se não tocarem no íntimo do ser, fazendo vibrar, perceber, sentir o que está sendo vivido. De nada adiante ter uma bela família se os momentos vividos não forem capazes de tocar, estender entre seus membros as mesmas sensações. Passar os dias e as noites sem que fique registrado um único momento é como se não os tivesse vivido. Portanto, é preciso refletir sobre a amplitude desta grande oportunidade, daquilo que efetivamente importa para não reclamar depois do vazio, da dor de não encontrar e não deixar nada, nenhum sinal, seja no mundo interno seja no externo de que de fato passamos por esta dimensão.

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