
Desde o momento em que começamos
a pensar, nos damos conta que vivemos uma eterna luta, não por acaso deveríamos
saber que a luta é a lei da vida. Ocorre que,
somos preparados para vencer, e,
por isso, temos imensas dificuldades em assimilar e compreender as derrotas.
Por outro lado, embora o desejo de vencer em todas as lutas que enfrentamos, sequer sabemos para que a queremos, qual sua utilidade para a própria vida, família e humanidade. Na verdade as grandes
lutas, as maiores, àquelas que nos fazem vencedores ou perdedores ocorrem no
mundo interno, é ali, onde se vence ou é
derrotado, dependendo dos objetivos
pelos quais se luta. A primeira grande luta
é a luta contra os pensamentos, de vaidade, de rancor, de amor próprio
que buscam, a todo custo vencer sem preocupar-se com os meios, com os
resultados seus objetivos para o futuro
próprio e dos demais. Vencida esta primeira luta, estabelecidos os propósitos
de bem, os meios, imprescindível
recordar, a cada momento, de manter-se
obediente para não malograr o processo.
No entanto o comum é, uma vez na luta, esquecer-se dos propósitos, meios
planejados para lançar mão de todas as armas possíveis, normalmente, sob a justificativa maquiavélica de que os
meios justificam os fins, e ou ainda da
necessidade de paridade de armas. Alcançada a vitória, o maior objetivo passa a
ser massacrar, machucar, ferir os perdedores a fim de mostrar da força,
capacidade. Analisando o contexto, resta
claro que todo àquele que se utiliza de todos os meios para vencer, é um
perdedor, como também o é
àquele que vencida a luta passa a ostentar, propalar, gabar-se em detrimento do sofrimento do derrotado. Ao
final dos dias, quando a consciência chama,
restará, a cada um, a alegria do
dever cumprido, das realizações de bem,
assim consideradas àquelas que serviram para fazer a humanidade
melhor, e ou o frio, o vazio,
da vaidade, arrogância, amor próprio e tantos outros defeitos que
enfeiam a criatura.
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