
Olhando a trajetória de vida da
humanidade, fácil perceber, que estamos,
cada vez mais, nos tornando urbanos, ou seja, ao invés de vivermos em
contato com a natureza nos amontoamos em cidades. Evidente que tal
comportamento decorre de inúmeros aspectos favoráveis. Nos primórdios a
urbanização ocorria, especialmente, para
proteção de grupos contra ataques de outros. Surgiram então as doenças e começa
um processo de aprimoramento das condições de higiene, distribuição de serviços
públicos de forma mais eficiente. Inegável também a importância dos
agrupamentos para a sociabilização, convivência. Com o passar do tempo,
especialmente por conta da revolução industrial, o processo de agrupamento se acentuou, mantendo uma minoria em áreas rurais. Ocorre
que, por conta de tais comportamentos,
fomos nos distanciando de nossas origens, fontes de energia e, em
decorrência, de nós mesmos. Em que pese
os aglomerados vivemos a era da depressão, do vazio, com pessoas sentindo-se
sós, tristes, não raro mantendo-se a custas de tratamentos psicológicos,
medicamentos. Na verdade o que deveria ser uma forma de aprimoramento das
condições de vida tem se tornado um grande mal, distanciando, separando a
criatura de seu criador. Ora, não importa a teoria que adotarmos, da evolução, do pensamento universal, inegável que nossa origem está diretamente
ligada com a natureza é dela que viemos e para ela voltaremos. Não é por acaso que, nos pequenos momentos em
que nos dispomos a permanecer a sós com ela, sentindo a força dos rios, o silêncio, os ruídos dos ventos movendo as árvores, do
sol tocando nossa pele, da luz da lua nos banhando, das estrelas brilhando, do
som da chuva, nos sentimos em outra
dimensão. Nestes momentos, sentimos o
oxigênio invadindo nossos pulmões e nos
enchendo de vida, suavizando as mágoas, os rancores, as dores provocadas pelo
desgastante, embates diários com os semelhantes, fruto das dificuldades de
convivência, da competição, etc. É preciso recordar, sempre, que a natureza é
nossa mãe, e que religar o cordão umbilical que nos une é uma forma preciosa de nos encontrarmos, recarregando as baterias, e,
quem sabe, percebendo que viver é muito
mais do que pensamos.
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