domingo, 4 de novembro de 2012

O homem e a natureza



 

Olhando a trajetória de vida da humanidade, fácil perceber,  que estamos, cada vez mais,  nos tornando  urbanos, ou seja, ao invés de vivermos em contato com a natureza nos amontoamos em cidades. Evidente que tal comportamento decorre de inúmeros aspectos favoráveis. Nos primórdios a urbanização ocorria, especialmente,  para proteção de grupos contra ataques de outros. Surgiram então as doenças e começa um processo de aprimoramento das condições de higiene, distribuição de serviços públicos de forma mais eficiente. Inegável também a importância dos agrupamentos para a sociabilização, convivência. Com o passar do tempo, especialmente por conta da revolução industrial,  o processo de agrupamento se acentuou,  mantendo uma minoria em áreas rurais. Ocorre que, por conta de tais comportamentos,  fomos nos distanciando de nossas origens, fontes de energia e, em decorrência,  de nós mesmos. Em que pese os aglomerados vivemos a era da depressão, do vazio, com pessoas sentindo-se sós, tristes, não raro mantendo-se a custas de tratamentos psicológicos, medicamentos. Na verdade o que deveria ser uma forma de aprimoramento das condições de vida tem se tornado um grande mal, distanciando, separando a criatura de seu criador. Ora, não importa a teoria que adotarmos, da evolução,  do pensamento universal,  inegável que nossa origem está diretamente ligada com a natureza é dela que viemos e para ela voltaremos.  Não é por acaso que, nos pequenos momentos em que nos dispomos a permanecer a sós com ela, sentindo a força dos rios,  o silêncio,  os ruídos dos ventos movendo as árvores, do sol tocando nossa pele, da luz da lua nos banhando, das estrelas brilhando, do som da chuva,  nos sentimos em outra dimensão. Nestes momentos,  sentimos o oxigênio invadindo nossos pulmões  e nos enchendo de vida, suavizando as mágoas, os rancores, as dores provocadas pelo desgastante, embates diários com os semelhantes, fruto das dificuldades de convivência, da competição, etc. É preciso recordar, sempre, que a natureza é nossa mãe, e que religar o cordão umbilical que nos une  é uma forma preciosa de  nos encontrarmos, recarregando as baterias, e, quem sabe,  percebendo que viver é muito mais do que pensamos.

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