
Em que pese os motivos evidentes
que identificam as razões das uniões e das separações, por conta da ignorância
a respeito inúmeras são as justificativas. De plano, cumpre lembrar, que nada
na vida acontece por acaso, tudo tem causa e mesmo a ignorando não nos
isentamos de seus efeitos. Quando dois seres se aproximam, não importa se atraídos pelo amor ou pela amizade, a força de tal ligação está diretamente
relacionada com o grau de afinidade, identidade de pensamentos e sentimentos.
Ou seja, ao desfrutar dos mesmos gostos, objetivos, tendências, as mentes e os
corações encontram um no outros elementos de afinidade que os atraem. Assim,
quanto maiores forem os elementos de identidade, maior será à força da união,
dos vínculos que vão sendo formados. Inúmeros são os exemplos na natureza a nos
indicar que o que une são as identidades e o que separa são as diferenças.
Assim ocorre com os minerais, vegetais,
animais que são atraídos e se
desenvolvem em áreas, regiões onde
encontram elementos afins. Por conta da ignorância humana comungamos da falácia
que os opostos se atraem, justificando tal falsa premissa em elementos externos
sem nenhuma importância na atração ou repulsão. Como dito, os elos de atração
são oriundos dos elementos afins enquanto os da repulsão decorrem das
divergências, diferenças, antagonismos. Assim sendo, quando mentes e corações
se encontram vão buscando umas nas outras, elementos que se identifiquem, da qualidade e
quantidade destes elementos vão se formando os
vínculos. A força destes vínculos é imensurável emergindo delas
inefáveis sensações de alegria de extensão da vida, unindo e ligando uma ou
várias vidas numa grande rede, a exemplo das famílias, círculos de amizade. No
entanto a manutenção desta grande energia, depende, do cultivo, incessante, dos mesmos ideais. No entanto, com o passar do
tempo vamos nos esquecendo de cultivá-los, alimentá-los, ao contrário vão
surgindo outros atrativos, uns dedicam
toda energia no mundo profissional, outros
passam a nutrir outros propósitos não encontrando mais a identidade que
unia, surgindo então as separações.
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