Por conta da nossa característica física de viver, desconhecemos os mais eficientes mecanismos
de aproximação dispostos na criação. É evidente que um abraço, um beijo, um
aperto de mão, um olhar são sinais que tem o poder de tocar profundamente,
mover os rincões internos, fazê-los vibrar. No entanto, é comum a convivência
sob o mesmo teto, ambiente, pequenos
espaços, com distâncias gigantesca entre os seres. Inúmeras são
as forças dispersas na criação, das quais possuímos fragmentos, e que,
independentemente de nossas vontades interferem diretamente sobre nossas vidas,
aproximando, ou distanciando-nos. Tal aproximação ou separação, estão, diretamente relacionadas as afinidades, ou
seja a construção de qualidades, condições que nos identifiquem, e ou o frio
das diferenças que distanciam. Assim, por exemplo, o amor, a manutenção dos
vínculos matrimoniais, afetivos, de amizade, familiares, estão diretamente
relacionados ao cultivo em ambos os seres de idênticos pensamentos,
sentimentos, gostos, virtudes, desejos,
sonhos, ideais. Por outro lado,
contradições em tais características individuais, proporcionam,
inevitavelmente, os distanciamentos. Assim também ocorre em relação a
aproximação ou distanciamento com o próprio criador, cujo cultivo de afinidades, identidades, são a única forma de aproximar-se Dele, sentir sua
força, energia. Do mesmo modo ocorre com àqueles entes queridos que não fazem
mais parte de nossa vida física, aos
quais nos aproximamos mantendo vivos os
exemplos, os momentos vividos, as palavras, pensamentos e sentimentos que
nos identificavam, e nos distanciamos na
medida em que os esquecemos, deixando de valorizar tudo o que deixaram de
útil. Assim, as distâncias que nos
separam, não importa a dimensão, dependem de fatores extrafísicos, capazes de mesmo próximos, provocar o frio da distância, ou distantes, sentir o calor da presença.
Lindo texto pai! Concordo, mantenho você perto de mim o tempo todo com o exemplo do incrível ser que você é.
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