sábado, 7 de setembro de 2013

Eternizando a vida



 
 Incontáveis são as edificações construídas ao longo da existência da civilização,  objetivando, eternizar a vida de seu criador. Grande parte dos mais afortunados, patrocinaram construções de templos, torres, castelos,  e outras tantas obras faraônicas a fim de deixar registrado para história sua passagem. Buscavam,  também,  seus autores,  homenagear seus Deuses com obras que consumiam milhares de vidas,  anos de trabalho intenso de escravos etc. Outros  planejavam e executavam rituais pós morte, na busca de perpetuar o físico intacto, acreditando assim, eternizar suas vidas. Em que pese os avanços da civilização,  muitos ainda continuam planejando e executando registros materiais, físicos,  imaginando,  assegurar sua continuidade após a morte. Inegável que muitos feitos materiais permanecerão úteis para a humanidade e, quem, sabe,  serão motivos de recordação de seu criador. No entanto,  o eterno que devemos construir nesta passagem não são físicos e sim extrafísicos. Cada um de nós, de acordo com as realizações experimentadas em seu mundo interno, ou seja, nos pensamentos e sentimentos desenvolvidos, condensados no coração, elevados a característica do ser, e, portanto registrados na consciência serão nossos feitos. Assim, após a morte, estes conhecimentos  transcendentes, acumulados na consciência serão recolhidos por nosso fragmento divino e eterno chamado espírito,  estendendo a existência além do túmulo. Portanto tornar-se eterno, é construir dentro do próprio ser obras de bem, viver, experimentar, conhecer as próprias entranhas e todo criado que nos rodeia interpenetra e interfere decisivamente em nossa vida.  Eternizar é deixar fragmentos vividos espalhados pela criação, dela fazendo parte, vibrando, interferindo, contribuindo para que a vida dos demais seja melhor e mais feliz. O eterno, nasce, floresce,  e amadurece no interno do ser através  da construção de exemplos de vida, realizações, conhecimentos desenvolvidos e aperfeiçoados que serão incorporados ao cosmos e continuarão vivendo após a nossa morte.

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