Incontáveis são as edificações
construídas ao longo da existência da civilização, objetivando, eternizar a vida de seu criador. Grande parte
dos mais afortunados, patrocinaram construções de templos, torres,
castelos, e outras tantas obras
faraônicas a fim de deixar registrado para história sua passagem. Buscavam, também, seus autores, homenagear seus Deuses com obras que consumiam
milhares de vidas, anos de trabalho
intenso de escravos etc. Outros
planejavam e executavam rituais pós morte, na busca de perpetuar o
físico intacto, acreditando assim, eternizar suas vidas. Em que pese os avanços
da civilização, muitos ainda continuam
planejando e executando registros materiais, físicos, imaginando, assegurar sua continuidade após a morte.
Inegável que muitos feitos materiais permanecerão úteis para a humanidade e,
quem, sabe, serão motivos de recordação
de seu criador. No entanto, o eterno que
devemos construir nesta passagem não são físicos e sim extrafísicos. Cada um de
nós, de acordo com as realizações experimentadas em seu mundo interno, ou seja,
nos pensamentos e sentimentos desenvolvidos, condensados no coração, elevados a
característica do ser, e, portanto registrados na consciência serão nossos
feitos. Assim, após a morte, estes conhecimentos transcendentes, acumulados na consciência
serão recolhidos por nosso fragmento divino e eterno chamado espírito, estendendo a existência além do túmulo. Portanto
tornar-se eterno, é construir dentro do próprio ser obras de bem, viver,
experimentar, conhecer as próprias entranhas e todo criado que nos rodeia
interpenetra e interfere decisivamente em nossa vida. Eternizar é deixar fragmentos vividos
espalhados pela criação, dela fazendo parte, vibrando, interferindo, contribuindo
para que a vida dos demais seja melhor e mais feliz. O eterno, nasce, floresce,
e amadurece no interno do ser
através da construção de exemplos de
vida, realizações, conhecimentos desenvolvidos e aperfeiçoados que serão
incorporados ao cosmos e continuarão vivendo após a nossa morte.
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