Certamente, cada um de nós, possui um conceito formado à cerca de si próprio, condutas, comportamentos, virtudes e defeitos. Normalmente, tal conceito é formado
a partir de premissas construídas pela própria personalidade, supervalorizando
as virtudes e omitindo os defeitos. Por conta disso são comuns as reclamações
de que não recebemos o devido
reconhecimento pelos esforços, empenhos, dedicação, qualidades etc. Tal avaliação é de fácil constatação, basta ouvir
os mais próximos e comprovar que, dificilmente, encontraremos alguém que manifeste satisfação
com a forma que é julgado, com os
valores e virtudes que lhe são atribuídos. Ora se existe uma incongruência total entre o
que acreditamos ser e a forma com que os outros nos veem e julgam é porque, de
fato, não somos o que pensamos ser. Na verdade, criamos um tipo que procuramos
manter, especialmente, nos ambientes em
que menos circulamos. Este tipo procura ser sereno, dócil, agradável, paciente,
tolerante, respeitoso. Por outro lado, nos ambientes em que mais convivemos (profissional
ou familiar), acabamos revelando o que efetivamente possuímos, sentimos, pensamos, seja em
valores, virtudes ou defeitos. Tais características internas, como um espelho, acabam refletindo no mundo externo tudo àquilo
que de fato somos, não é possível representar por muito tempo um estado de
doçura quando o mundo interno é amargo, ou de paciência quando somos
impacientes, intolerantes, de humildade quando somos vaidosos cheios de amor próprio.
Se o espelho refletisse o que de fato somos, certamente, muitos de nós, não nos reconheceríamos e duvidaríamos da
própria figura refletida.
muito bom texto pai!
ResponderExcluir