quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Espelho da vida



 
 Certamente, cada um de nós,  possui um conceito formado à cerca de si próprio,  condutas, comportamentos, virtudes e  defeitos. Normalmente, tal conceito é formado a partir de premissas construídas pela própria personalidade, supervalorizando as virtudes e omitindo os defeitos. Por conta disso são comuns as reclamações de que não  recebemos o devido reconhecimento pelos esforços, empenhos, dedicação, qualidades etc. Tal  avaliação é de fácil constatação, basta ouvir os mais próximos e comprovar que,  dificilmente,  encontraremos alguém que manifeste satisfação com a forma que é julgado,  com os valores e virtudes que lhe são atribuídos.  Ora se existe uma incongruência total entre o que acreditamos ser e a forma com que os outros nos veem e julgam é porque, de fato, não somos o que pensamos ser. Na verdade, criamos um tipo que procuramos manter, especialmente,  nos ambientes em que menos circulamos. Este tipo procura ser sereno, dócil, agradável, paciente, tolerante, respeitoso. Por outro lado, nos ambientes em que mais convivemos (profissional ou familiar), acabamos revelando o que efetivamente  possuímos, sentimos, pensamos, seja em valores, virtudes ou defeitos. Tais características internas,  como um espelho,  acabam refletindo no mundo externo tudo àquilo que de fato somos, não é possível representar por muito tempo um estado de doçura quando o mundo interno é amargo, ou de paciência quando somos impacientes, intolerantes, de humildade quando somos vaidosos cheios de amor próprio. Se o espelho refletisse o que de fato somos, certamente,  muitos de nós,  não nos reconheceríamos e duvidaríamos da própria figura refletida. 

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