
A correria dos inesgotáveis
compromissos profissionais e familiares, normalmente, não nos permitem, perceber, que estamos vivendo mais um dia, e que este
dia poderá ser o último, talvez não o nosso, mais de nosso amigo, familiar,
colega etc. Também não existe tempo para
perceber que sensações estão sendo experimentadas no mundo interno, o que
sentimos quando acordamos e vemos o sol,
a chuva aquela brisa geladinha ou mais quentinha. Tampouco percebemos a presença dos filhos,
dos pais, maridos ou esposa, estamos muito ocupados com um turbilhão de
pensamentos, tarefas para serem executadas. E, assim passamos dia após dia,
sempre protelando para o futuro o desfrutar verdadeiro da vida, ou seja, de observar, serenar, refletir,
compreender cada movimento que ocorre ao nosso redor e seus reflexos no mundo
interno. O tempo passa rápido, mais uma semana se foi, e não consigo lembrar de
um único fragmento importante, que marcou, que de fato vivi durante este
pequeno período de vida. E, assim vão os meses, os anos, sem dar-se conta de que o sabor do dia que
será vivido é tarefa própria. Ou seja, a responsabilidade pelas doces ou
amargas sensações que serão experimentadas durante este dia são
exclusivamente pessoais. O mais cômodo, o que geralmente fazemos, é
atribuir toda responsabilidade
das amargas sensações do dia a terceiros, ao chefe, ao empregado, a esposa, ao filho,
ao trânsito, ao cliente ou até aos desconhecidos que de alguma maneira
supostamente alteraram nosso estado de ânimo.
Ocorre que, esta alteração no estado de ânimo é responsabilidade
pessoal, nenhum outro ser detém o poder de transformar nossa doçura interna em
amargura, se assim ocorre é porque permitimos, autorizamos e ainda nutrimos
elementos afins. Portanto, o sabor deste dia que será vivido é responsabilidade
própria basta proteger o mundo interno, manter inalterado o ânimo, o propósito de ser feliz.
Lindo texto pai!! te amo.
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