terça-feira, 7 de junho de 2011

Em que pensamos?

Diante das incessantes oscilações do temperamento,  necessário  conhecer o que se passa na mente, ou seja,  no que pensa o ser. Será fácil constatar que milhares de pensamentos transitam  na mente, influenciando,  interferindo, diretamente no  humor, capacidade de solução de problemas, concentração etc. Evidente, também,  que a maior parte deles  não possuem nenhuma importância  na  vida, ou seja, não dizem respeito ao próprio ser, nem  as suas  atividades, tampouco da família. Por conta disso, não deveriam, portanto, interferir, produzir incômodos, preocupações,  no entanto o fazem. Ocorre que,  no mundo que vivemos, mantemos contatos,  ininterruptamente,  com milhares de pensamentos, oriundos de inúmeras mentes que nos rodeiam. Além disso, o rádio, o jornal, a televisão, o telefone, a internet,  nos transmitem, igualmente,  grande quantidade de informações que passam a circular pela mente. Além disso,  passamos grande parte do tempo imaginando sobre atitudes e não tomamos, tampouco vamos tomar,  mas que lá no fundo nos incomodam. Imaginamos ainda soluções fáceis para muitos outros problemas que acreditamos que temos que resolver, não tendo em conta que “não existem soluções fáceis para problemas complexos”. Não satisfeitos, imaginamos outra série de problemas que sequer aconteceram,  mas,  os antecipamos e sofremos por eles. Além dos pensamentos estranhos, da imaginação, grande parte do tempo é utilizada para recordação, ou seja,  repetição mental de muitos acontecimentos passados que, de uma  ou de outra forma ficaram registrados.  Á partir de tais constatações, fácil compreender,   porque vivemos tão pouco, ou seja, percebemos tão pouco a vida transcorrendo,  o sol, a chuva, o vento, a brisa, a noite, as estrelas, a lua, esquecemos dos filhos, dos  pais, esposa,  marido,   irmãos,  amigos, do próprio mundo interno. Tudo fica tão distante.  Envolvidos, distraídos com os movimentos mentais referidos, pouco tempo resta para  reflexão, atenção, concentração, uso inteligente e consciente do tempo para a solução daquilo que efetivamente importa. Entulhado com tantas interferências,  a mente tem dificuldade para funcionar, fica limitada,  dá respostas segundo a capacidade de aprofundamento no tema proposto.  Muito diferente, produtivo, abrangente, certeiro, inteligente é a solução  quando estamos felizes. Com a mente serena, livre das interferências citadas,  as portas do entendimento  se abrem, a capacidade de encontrar soluções se amplia. Ao contrário,  tumultuada, as portas da inteligências se fecham, ficam limitadas, restritas aos desejos dos incômodos que nos acometem. Quanto tempo perdido. Quanta vida perdida. É  possível pois ter dias muito mais produtivos e felizes, basta prestar atenção, controlar tantas interferências indevidas, improdutivas que só servem para amargurar,  sem nada de útil produzir. Penso que tal controle da mente é uma das grandes chaves da felicidade, ou seja,  controlando o que ocorre nela, seremos menos  susceptíveis,  mais serenos, reflexivos  e conscientes.

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