Ao longo da nossa evolução, a maior de todas as dúvidas foi e continua sendo, a de estabelecer contato com o Criador. Intuindo de sua existência, através da observação das inúmeras manifestações constantes da criação, sempre procurou o homem, encontrá-lo, e, especialmente, conversar com Ele. Muitos foram os estudiosos, dos mais variados ramos, que buscaram explicações, formas, mecanismos que pudessem nos colocar em contato com Deus. Para tanto, incontáveis são os exemplos de construções milenares das mais variadas formas e tamanhos a indicar a busca do homem pelo tão esperado contato. Acreditava-se, que uma grande obra física poderia ser vista das alturas onde estaria Ele, e, á partir disso, a ligação, o contato seria possível. Assim o fizeram reis, ditadores, se utilizando de todo seu poder e fortuna impondo ao semelhante imensos sacrifícios na tarefa de construir “templos”, que permitissem ao seu amo, o contato com Deus. Muitos em busca desse contato, gastaram fortunas incalculáveis, e, não tendo conseguido em vida, investiram no pós morte, preparando um ritual, forma e lugar onde permanecer após a cessação da vida física e aí então, efetivamente fazer o contato. Por conta dessa incansável busca humana, surgiram incontáveis rituais, bem como seres responsáveis por estabelecer esse contato, criando um sem número de palavras que, repetidas, possibilitariam tal enlace. Assim, de acordo com as tradições dos povos, são cultivados os mais exóticos, estranhos e diferentes rituais, os quais, catalogados produziriam uma enciclopédia de “supostas” formas de falar com o criador. Em que pese o esforço, até o momento, não é conhecida, nenhuma fórmula comprovadamente aceita, que permita, alcançar o grande objetivo. Penso que não há e jamais haverá uma fórmula mágica que fará o homem estabelecer esse contato. E, penso, não haverá, porque não conhece, não sabe o homem quem é e onde encontrar Deus. Sempre o buscou do lado de fora, no alto, quando na verdade ele está dentro de cada um. E a oração que permite, oportuniza esse contato é uma só e se chama “conduta”. Ora, seria demais acreditar que Deus, com seu poder supremo, necessitasse, exigisse do homem fosse Ele enaltecido, elogiado, propalando que ele é o tudo inclusive com práticas fanáticas, e que, então, Deus “envaidecido” pelo “ego” permitiria e admitiria o contato. Deus não seria injusto a ponto de estimular, tolerar o homem a errar, permanecer no erro, machucar, magoar, não se esforçar, não evoluir, sofrer, e bastaria a repetição de alguns rituais e tudo estaria resolvido. Decididamente não, a única oração que efetivamente importa na vida, que Deus reconhece possibilitando a ligação com Ele é a conduta, cujo contato ser realiza por força das afinidades. Conduta que implica em cultivar pensamentos, palavras e atos que nunca queiram ferir, que não sejam egoístas, que objetivam o bem, assim entendido, tudo àquilo que possa fazer com que as gerações futuras sejam melhores e mais felizes que a nossa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário