
A vida humana em sociedade, bem sabemos, é organizada, controlada por inúmeras regras que, escritas ou não, reproduzem a limitada compreensão das leis que regulam a criação. Conhecesse, compreendesse e respeitasse o homem, a criação, especialmente, no que concerne ás leis que regulam as atividades dessa maravilha, não necessitaria de nenhuma regra a dizer o que pode ou não fazer, sob pena de sofrer determinadas conseqüências em sua vida. È que as normais criadas pelos homens, decorrem, exatamente, da ausência de conhecimentos sobre o funcionamento, regulação dos mecanismos da criação, das conseqüências na vida das infrações às leis supremas. Ao longo da existência, vendo a perfeição das atividades do cosmos, e, percebendo que na convivência, os homens, devido a sua ignorância, produziam riscos evidentes na manutenção da própria espécie, começaram a impor regras comportamentais, as quais, descumpridas, culminam com sanções. Como dito, todas as regras de convivência são, uma débil tentativa de reproduzir entre os homens, a organização perfeita do cosmos ditada por leis universais. Conhecer e respeitar essas leis é a aspiração máxima que podemos ter. Soubesse o homem, que todo resultado, efeito, possui uma causa, (lei da causa e efeito) e que é a causa e não o efeito que deve ser compreendido, estudado a fim de não voltar a infringi-la, evitaria muitos sofrimentos. Tudo o que ocorre na vida do ser obedece a uma causa, que pode ser conhecida, compreendida, permitindo o cultivo do que é benéfico evitando-se o maléfico. Portanto, todas as manifestações experimentadas na vida, sejam internas ou externas obedecem, uma origem , causa, e a ignorância a cerca dela não nos socorre. Toda ação culmina com uma reação (Lei da correspondência), de sorte que, ciente disso, possível saber antecipadamente, o fruto da ação intentada. Cumpre atentar ainda, que tudo obedece á (lei do equilíbrio) de sorte que, a ação, a reação, a correspondência reagirão, segundo os ditames daquela, corrigindo todo desequilíbrio. Portanto, não é possível esperar que um pequeno esforço, resulte numa grande conquista, que um pequeno gesto represente uma imensa conquista. Herdamos, á cada instante o que cultivamos anteriormente, (lei da herança), tudo ocorre seguindo uma lógica (lei da lógica), obedecendo ainda a (lei do tempo), a qual “determina os prazos de nascimentos e fim de todos os processos da criação”. De posse de tais conhecimentos, possível saber, que tal cultivo implica em tal colheita, sua quantidade, qualidade, prazo de gestação, efeitos etc. Portanto ao invés de reclamarmos das colheitas amargas que vivemos, deveríamos cuidar mais do que plantamos, observando também, que tudo de bom e feliz que vivemos também é oriundo do merecimento, do adequado cultivo, das virtudes individuais.
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