terça-feira, 14 de junho de 2011

O encontro mais importante

No percurso da vida,  inúmeras são as oportunidades de desfrutar de encontros, contatos, convivência com os demais seres. Em que pese a impossibilidade de pensar a existência do ser humano sem o convívio com os demais, tais relacionamentos, geralmente,  não são aproveitados, ou seja, não se busca neles,   entendimento,  convergência,  oportunidade de compreender, de encontrar idênticas características, tendências etc.  A convivência conscientemente aproveitada é àquela em que, através da observação, procuramos no outro elementos que nos faltam para completar, melhorar a nossa figura, ao mesmo passo que se pode diagnosticar características negativas que nos permitirão não cultivá-las. Embora a importância dos contatos com os demais, o grande objetivo da vida é, na verdade,  permitir, oportunizar o grande e decisivo encontro, qual seja o encontro consigo mesmo. Todo percurso desta magnífica oportunidade que é viver, objetiva, exclusivamente, que o ser humano, consiga desfrutar da maior de todas as  alegrias que é conhecer as maravilhas do próprio mundo interno. Por mais que busque o ser,  distrair-se com os incontáveis atrativos do mundo externo, seja na atividade profissional ou lazer,  o refúgio,  único lugar em que é possível encontrar a paz, serenidade é o sublime desfrutar do encontro consigo mesmo. Independentemente do conforto, acomodações oferecidas pelo lugar que habitamos “lar”,  não há viagem, período de férias,  que o retorno, reencontro com o seu “cantinho”, não propicie grata satisfação. Assim também o é com o mundo interno, não há distrações do mundo externo que serão capazes de nos propiciar sensações duradouras de felicidade. A única e verdadeira felicidade é àquela que emerge do seu  mundo interno,  quando o encontro consigo mesmo é natural, sem enganos nem artifícios, quando nos vemos como efetivamente somos, sem vaidade nem amor próprio.  Esse encontro entre o ser e seu verdadeiro mundo  permite conhecer suas potências, virtudes e defeitos. Não há energia maior que a que emana das profundezas do ser, da consciência do dever cumprido, da grata satisfação pelas adequadas condutas.    Mas, para que isso se torne possível, é preciso querer  encontrar-se, e tal querer implica em conhecer o ser verdadeiro e não àquele,  cuja figura imaginamos, normalmente,  muito melhor e mais perfeita daquela que efetivamente é. Quando se conhece o conteúdo interno, defeitos e virtudes,  é possível saber com quais ferramentas se conta para o manejo  da vida,  colocando-se adequadamente em cada uma das circunstâncias, não nos separando do que efetivamente somos, oferecendo, por conseqüência no mais íntimo dos encontros o desfrutar da felicidade. 

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