
No artigo anterior, foram produzidas pequenas reflexões sobre a importância da atividade na vida, em cujo texto, enfocou-se, especialmente, seus efeitos ou sua ausência na parte física do ser. Nossa constituição exige atividade, tudo o que não exercitamos atrofia, produz adormecimento e até a morte. Ao contrário, quanto mais nos condicionamos, exercitamos, mais energia geramos. Atividade é pois, um dos segredos da vida, tudo na criação é intensa atividade. Evoluir, depende de contínua e incessantemente, exercitar-se, capacitar-se, qualificar-se, proporcionar, a cada dia e em cada parte de nossa constituição “atividade”. Ausência de atividade é ausência de energia. Neste artigo, o enfoque é direcionado para a parte anímica do ser, ou seja, sistemas mental e sensível. A mente humana, desde sempre se tem dito, possui inimagináveis possibilidades, muito pouco exploradas. Fácil é perceber, a drástica diferença de alcance mental entre os seres. Evidente que isso não ocorre por acaso, é fruto do cultivo, da “atividade”, do adestramento oferecido incessantemente durante o percurso. Todos possuímos, as mesmas faculdades, significando, com isso, que temos as mesmas capacidades, o que nos diferencia é o grau de atividade oferecido. A mente, como os músculos, vai se ampliando ou se atrofiando na medida em que é exercitada, desafiada, ativada. Nossa mente exige atividade, na medida em que não a oferecemos, busca ela, milhões de motivos para atuar, distraindo-se, divagando, criando “problemas”, e assim cumprir seu papel. No entanto, devido a falta de governo, do adequado alimento, controle das atividades, não alcança ela por si só, os objetivos para os quais fora criada, isso é, pouco ou nada evolui. Como na parte física, a mente necessita de regras, de controle, planejamento, nutrientes adequados. Penso que um dos mais importantes nutrientes da mente é a leitura que propicia manejo de muitos resortes, os quais, devidamente alimentados, propiciarão depois uma observação mais detalhada e atenta dos movimentos que ocorrem tanto dentro quanto fora dela. Certamente, por isso, vemos muitos idosos cheios de vida e outros tantos de morte, ou seja, uns mantém atividades, física, mental e sensível, outros não. Atividade gera energia que é vida, inércia produz a morte. O próximo artigo abordará a mais importante parte de nossa constituição, da qual pouco conhecemos, embora seja a responsável por armazenar e perpetuar tudo o que fomos somos e seremos até o final de nossos dias de vida física.
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