
Dia desses deparei-me com um livro cujo título é “Feliz por nada”. Diante da importância do tema e da abordagem adotada inúmeros são os elementos que merecem ser recordados sempre a fim de mudar a rotina de reclamar de tudo. Em que pese isso, penso que o título poderia ser “feliz por tudo”. Ou seja, o “nada” é algo sem importância enquanto o “tudo” contém outro valor. No entanto, o que efetivamente importa é como encaramos os acontecimentos, de que forma reagimos ou não reagimos ao que acontece no mundo externo ou interno. Muitas vezes já foi dito que a beleza está nos olhos de quem ás vê. Tal conhecimento contém decisiva importância na condução da vida, embora não tem recebido e não tem merecido a necessária atenção, recordação, reflexão de sua mensagem, senão vejamos: Quais sensações já experimentamos ao ver um pôr de sol? Sempre foram iguais? E a chuva como reagimos a cada oportunidade de presenciá-la? A lua, as estrelas oferecem sempre as mesmas sensações? E o encontro com o pai, o irmão, o filho o amigo propiciam sempre os mesmos sentimentos? E, assim não sendo, porque reagimos de modo diferente aos mesmos acontecimentos, fatos, circunstâncias? Penso que a resposta é irrefutável e está condensada no conhecimento correntemente propalado de que tudo depende dos olhos de quem vê. Entretanto, o segredo está em compreender que não são os olhos físicos que propiciam as reações, e sim os olhos do estado interno. Assim, o mesmo fato, a mesma imagem ou acontecimento, devido às oscilações dos estados internos propiciam reações diversas. Feliz por tudo, depende, portanto, do estado interno do ser. Resta o convite para nos próximos dois artigos refletirmos juntos, um pouco mais sobre o tema.
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