Nessa busca frenética pelo conhecimento, pelo saber, somos forçados, cobrados a superar os demais. Somos avaliados, comparados e julgados, incessantemente baseados nas informações que possuímos. Os melhores empregos, os mais altos salários, as conquistas do mundo econômico estão reservadas àqueles que superarem os semelhantes nos conhecimentos á cerca dos misteres que lhes são próprios. Normalmente, os avanços no campo profissional e econômico acabam sufocando uma das mais importantes partes de nossa constituição. Refiro-me ao sistema sensível. Ocorre que, a sensação de suficiência, de poder, de conhecimentos, vão alimentando a personalidade individual fazendo com que o ser acredite nada ter a aprender com os demais. Por conta de tal suposta suficiência, qualquer manifestação é recebida com os olhos da crítica, de superioridade, perdendo sempre a magnífica oportunidade de observar, refletir e encontrar no outro, aspectos que podem melhorar a própria figura. Ocorre que, o grande conhecimento, àquele que transforma nossas vidas, que tem o poder de nos fazer diferentes, doces e felizes é o conhecimento transcendente. Saber o que está além do conhecimento comum é possuir o domínio da própria vida, é saber de nossa origem e destino. A conquista de referidos conhecimentos somente é permitida àqueles que tiverem a humildade de aproveitar cada instante de vida para aprender, tudo deve ser motivo de estudo, de aprendizado, especialmente os movimentos internos e dos semelhantes. Tais observações, vão permitindo, aos poucos, compreender um pouco mais de tudo que nos rodeia, das razões do magnífico funcionamento desse sistema chamado cosmos. Na medida em que passar o ser a cultivar a humildade terá a oportunidade de compreender a magnitude da criação, sentir a vida de outra maneira, ter noção de quão pouco sabe á cerca dos aspectos mais importantes da vida. Saber que pouco ou nada sabe é a grande descoberta. Ciente disso, não se incorrerá na superestimação de si próprio, diminuem as possibilidades de erros, a vida fica mais intensa porque tudo é oportunidade para aprender.
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