Nos artigos anteriores, foram produzidas reflexões sobre a importância da atividade na vida. Aliás, penso que o termo não é “importância”, e sim “imprescinbibilidade”, ou seja, sem atividade não há vida. No primeiro artigo, enfocou-se a importância da atividade na parte física e no segundo na anímica, (mental e sensível), ambas de fácil constatação já que, basta observar em nós mesmos e ao nosso redor, para certificar-se e constatar dos resultados produzidos por quem a cultiva ou não. A vida é como um dínamo, a atividade gera energia que produz velocidade, uniformidade. Evidente que dependemos do equilíbrio, sem o qual os resultados são danosos. Em que pese a importância dos cuidados com a parte física e mental, tem os seres humanos se esquecido daquela que é responsável por armazenar o que fomos, somos e seremos. Refiro-me a parte espiritual, que, como as demais, depende, de atividade para que participe e atue na vida. Ocorre que, ao longo do tempo, devido as dificuldades de compreender, encontrar e fazer com que participasse da vida, tem o homem o relegado, terceirizado seu cuidado a terceiros, os quais não detém e jamais deterão capacidade de interferir e fazê-lo atuar. O caminho é pois, recordar, sempre, que somos essencialmente espírito, nossa origem e nosso destino. É ele que nos explica como e porque possuímos tais características, que permite compreender os enigmas da criação e nos conduz a Deus. Encontrar o espírito é encontrar a si mesmo, descobrir-se, conhecer-se. Exercitá-lo, ativá-lo, depende de propiciar íntimos estados de reflexão e observação dos movimentos internos, é pensar no que fomos, no que somos, ou queremos ser, e especialmente, em como queremos ser lembrados, pensar em como fazer para que meus semelhantes e a humanidade futura sejam melhores e mais felizes que a nossa. Dos exercícios de recordação de sua existência, da capacitação para alcançar estados mais elevados de reflexão, surgirá maior atividade espiritual, mais energia será gerada, melhor o equilíbrio. A atividade espiritual faz com que o ser se ilumine, irradie energia, produzindo nele e até naqueles que com ele convive inevitáveis sensações de bem estar, resultado do equilíbrio das energias internas. È preciso pois, manter atividade em cada uma das nossas vidas, seja física, anímica ou espiritual, emergindo daí a vida, cheia de energia e vigor, nascendo do mundo interno e se estendendo aos demais.
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