Embora a vida seja o bem mais
precioso ao qual deveríamos dedicar nossos maiores empenhos, esforços em
compreendê-la e fazer dela uma obra
prima, pouco ou nada sabemos de seu complexo mecanismo, origem, destino. Por
conta da ignorância á cerca dela, inúmeras são as ofertas no mercado e que se
propõe a cuidar dela como se fosse possível terceirizar o que é tarefa
exclusivamente pessoal. Não me refiro aqui a aspectos materiais, biológicos
que, necessariamente dependem de formação, tratamento e cuidados profissionais
específicos. Chamo à reflexão os aspectos relacionados ao mundo interno,
espirituais, os quais são os
responsáveis por nossas alegrias e tristezas, vitórias ou derrotas, amarguras
ou doçuras. Ocorre que, devido a ignorância à respeito disso, não
compreendemos, não conhecemos os segredos as engrenagens que nos direcionam aos
resultados antes apontados. Pretendemos o reconhecimento social, profissional,
familiar sem, no entanto, cultivarmos os adequados elementos que são os
responsáveis para que tal conceito se consolide. Pretendemos conquistas econômicas sem saber quais são os
pressupostos necessários para que os desejos se realizem. Queremos uma vida
serena, doce, feliz, sem saber que tais objetivos somente serão alcançados se
cultivarmos, cuidarmos adequadamente, primeiro de nosso mundo interno, o qual
repercutirá externamente, reproduzindo o que nele acontece. É que tudo,
absolutamente tudo na criação não acontece aos trancos, são pequenos detalhes
que nos conduzem para o bem ou para o mal, para a verdade ou para o erro. E,
como não conhecemos, não prestamos atenção nestes pequenos movimentos, os
resultados acabam sendo inesperados. Assim, o êxito profissional depende de
milhares de detalhes, formação adequada e ininterrupta, vontade, alegria e
prazer no exercício do mister. Assim também nas demais vidas, milhares de
detalhes a direcionam sem que nos damos conta. Portanto, cuidar do destino é
prestar atenção em cada movimento interno, dos pensamentos e sentimentos, escolhendo
e cultivando os melhores, afastando a vaidade, o amor próprio e tantos outros
defeitos que não permitem a compreensão do certo e do errado, do bem e do mal.
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