quinta-feira, 19 de julho de 2012

Todo erro tem seu preço





 

Por conta da ignorância humana á cerca da atuação das leis que regem este magnífico sistema chamados cosmos, foram criados artifícios para justificar os erros cometidos ao longo da vida. A mais comum das justificativas é “errar é humano”,  e, por conta disso, multiplica-se a indústria que vende os “perdões” pelas falhas cometidas. Como dito, tal comportamento somente subsiste ante a falta de capacidade do homem de refletir sobre o absurdo adotado,  restando inconcebível que pudesse um sistema perfeito tolerar, alimentar os erros premiando-os com o perdão. Tal disparate emerge de clareza solar  em todos os processos da criação, externados através das leis onde  tudo acontece na mais absoluta harmonia,  e, por conta disso, qualquer atuação fora do contexto sofrerá,  inevitavelmente,  os influxos  certeiros, inexoráveis delas.  A fim de melhor ilustrar o contexto, basta analisar e refletir sobre as leis humanas, as quais são um débil reflexo das regras universais,  forma “copiada” pelos homens para  regular  a convivência, exatamente por conta do desconhecimento daquelas que emanam da mente universal. Através das leis humanas, incessantemente,  vem procurando o homem corrigir, ajustar regras de convivência, especificamente a fim de evitar, corrigir, sancionar  atuações contrárias ao “bem comum”. Referidas regras produzirão seus efeitos independentemente do seu conhecimento, ou seja, assim que é publicada a lei, presume-se  de ciência pública. Deste modo, de nada adianta, uma vez infringida a lei,  alegar ignorância, tampouco pedir perdão,  as consequências são inexoráveis. Assim também ocorre,  com a infringência ás leis da criação, onde cada erro implica no pagamento de um preço, sanção, nenhum efeito, importância possuindo o fato de pedir perdão. A beleza do perdão aproveita apenas àquele que foi vítima do erro  e que, devido a grandeza de seus valores, dispõe-se a resignar-se. Por outro lado, o responsável pelo erro, obrigatoriamente,  pagará o preço de sua infringência. Portanto  o caminho da evolução implica em evitar os erros e, por outro lado, ajustar a conduta com atitudes de grandeza que sirvam para pagar os débitos antes contraídos.

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