terça-feira, 17 de julho de 2012

Enganar-se ou ser enganado?




 

É comum a constatação  dos enganos, sejam na própria vida ou do semelhante. No entanto, mesmo com as mais eloquentes demonstrações da simplicidade da situação que levou ao engano, tais acontecimentos, incessantemente,  teimam em ocorrer. Inúmeras são as formas, meios, consequências, desde as mais leves,  até àquelas que provocam graves consequências.  São comuns as vítimas do bilhete premiado. Ora, como é possível um ser humano com o mínimo de discernimento acreditar que alguém que esteja de posse de um bilhete premiado,  repassará a um estranho a chave do sua conquista econômica? Como é possível que seres acreditem que outro de posse de moeda (dinheiro) trocará  tais notas por 1\3 delas?  Tais enganos, não ocorrem somente no mundo econômico, são comuns em todos os aspectos da vida. Em que pese a fácil constatação do equivoco ao senso comum,  o enganado,  iludido por seus próprios pensamentos prefere não ver a realidade. O  ser humano ama  elogios de sua beleza, inteligência, capacidade, qualidades. Por tais razões, aliadas as atuações da vaidade, do amor próprio, resta aberto o caminho para o engano. O conselho, orientação do profissional, amigo, familiar que, sinceramente manifesta sua opinião, não tem valor, prefere o ser acreditar naquilo que gostaria que fosse a verdade. Cientes disso, multiplicam-se,  as indústrias dos enganos, daqueles que se especializam em dizer àquilo que o outro quer ouvir e, por consequência obter vantagem. O ser  humano é propenso ao engano,   e,  turvado pela falsa humildade, simula analisar os fatos com a luz do conhecimento.  No entanto,  a avaliação da situação é feita á partir dos pensamentos afins que povoam sua mente, ou seja, daquilo que gostaria que fosse verdade. Passado o tempo, a realidade irá se pronunciar produzindo as amargas sensações da decepção,  depois atribuídas a má sorte, a inveja e outros atributos sempre imputados á terceiros.  Portanto enganar-se é uma decisão própria que pode e deve ser evitada desde que se disponha o ser a julgar os fatos com a luz do saber e, para tanto é preciso, inicialmente,  querer descobrir a verdade.

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