
É comum a constatação dos enganos, sejam na própria vida ou do
semelhante. No entanto, mesmo com as mais eloquentes demonstrações da
simplicidade da situação que levou ao engano, tais acontecimentos,
incessantemente, teimam em ocorrer.
Inúmeras são as formas, meios, consequências, desde as mais leves, até àquelas que provocam graves
consequências. São comuns as vítimas do
bilhete premiado. Ora, como é possível um ser humano com o mínimo de
discernimento acreditar que alguém que esteja de posse de um bilhete
premiado, repassará a um estranho a
chave do sua conquista econômica? Como é possível que seres acreditem que outro
de posse de moeda (dinheiro) trocará
tais notas por 1\3 delas? Tais
enganos, não ocorrem somente no mundo econômico, são comuns em todos os
aspectos da vida. Em que pese a fácil constatação do equivoco ao senso
comum, o enganado, iludido por seus próprios pensamentos prefere
não ver a realidade. O ser humano
ama elogios de sua beleza, inteligência,
capacidade, qualidades. Por tais razões, aliadas as atuações da vaidade, do
amor próprio, resta aberto o caminho para o engano. O conselho, orientação do
profissional, amigo, familiar que, sinceramente manifesta sua opinião, não tem
valor, prefere o ser acreditar naquilo que gostaria que fosse a verdade. Cientes
disso, multiplicam-se, as indústrias dos
enganos, daqueles que se especializam em dizer àquilo que o outro quer ouvir e,
por consequência obter vantagem. O ser humano é propenso ao engano, e,
turvado pela falsa humildade, simula analisar os fatos com a luz do
conhecimento. No entanto, a avaliação da situação é feita á partir dos
pensamentos afins que povoam sua mente, ou seja, daquilo que gostaria que fosse
verdade. Passado o tempo, a realidade irá se pronunciar produzindo as amargas
sensações da decepção, depois atribuídas
a má sorte, a inveja e outros atributos sempre imputados á terceiros. Portanto enganar-se é uma decisão própria que
pode e deve ser evitada desde que se disponha o ser a julgar os fatos com a luz
do saber e, para tanto é preciso, inicialmente, querer descobrir a verdade.
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