Se observarmos o grau de debilitamento das energias
pessoais, perceberemos, claramente, quais são os fatores que mais sugam nossas
forças. Em que pese a importância da força física, não são os desgastes
decorrentes do uso dessa força que mais
nos debilitam. Ao contrário, a atividade física é fonte geradora de energias. Por
outro lado, os acontecimentos e abalam nosso
mundo interno, que ferem nossos pensamentos e sentimentos são os maiores
devoradores de energias. É comum acordar cheios de energias e logo no primeiro
embate com outra psicologia perder toda força restando prejudicadas as demais
atividades programadas. Por outro lado, existem acontecimentos que nos enchem
de vigor, de ânimo, nos impulsionando, promovendo agradáveis sensações
internas. Dominar ou ao menos ter algum conhecimento sobre essas energias é
fator crucial para um bom aproveitamento do tempo, do dia e da própria vida.
Penso que a grande usina geradora de energias é a própria criação, é dela que o homem extraí todas as formas de
força que movem as inúmeras matrizes consumidoras. Por outro lado o ser humano,
parte desta criação, possui idêntica prerrogativa, de gerar energias das quais
necessita para viver. A quantidade e capacidade de geração desta energia, depende,
do grau de domínio, conhecimento de suas próprias engrenagens. Quanto
maior for o domínio do seu próprio mundo maior será a economia, menor desperdício e maior será a capacidade de
gera-la. Esse conhecimento, permite, possibilita, inclusive, conectar o mundo
interno com a energia cósmica ou universal, recarregando as baterias. Não é a
toa, que nos amontoamos, mesmo inconscientemente, ás margens dos rios, dos
mares, buscando contato com a natureza, com o sol, terra, ár, água. Esses
elementos energéticos detém a capacidade de conectar-se ao mundo interno,
impulsionando e recarregando. No entanto é preciso aprender a cuidar dela, não
desperdiça-la, evitar os desgastes psicológicos, oriundos, geralmente das
próprias deficiências, (impaciência, intolerância, vaidade, amor próprio). Além disso, procurar, a cada instante, ter sempre presente a grande força energética
que nos rodeia, ser grato a ela,
recordar que ela é a vida em essência que dela procedemos e a ela
voltaremos.
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