
Ao desconhecer o funcionamento
deste magnífico sistema cósmico, e,
devido a propensão ao fácil e ao engano, tem o homem adotado como verdades
inúmeras falácias que objetivam única e exclusivamente atender pretensões de seus criadores. Dentre tantos
enganos, um deles tem sido responsável por muitos fracassos, sofrimentos e
angústias. Refiro-me a todo embuste, crença, que pretenda incutir ideia de que
as conquistas individuais estão depositadas nas mãos alheias. Exploradores da
ignorância humana, tem, ao longo da existência, se beneficiado de supostos poderes, dons, capacidades, os quais
teriam o condão de atrair para a vida de seus seguidores os objetos do desejo.
Em que pese a singeleza do embuste, evidenciado através dos exemplos, ou falta
deles, o temor tem limitado a liberdade
de pensar. É comum o detentor do suposto poder, não conseguir manter sequer uma
vida familiar harmônica, com filhos educados, possuidores dos mesmos valores.
Tivessem, realmente, o poder que
propalam, evidentemente, a esposa, filhos, amigos, familiares, seriam os
primeiros a seguir o exemplo, beneficiando-se dos atributos do ”benfeitor”. No
entanto, numa análise um pouco atenta, resta fácil comprovar que sequer
consegue ele ser feliz, normalmente é amargo em seu mundo interno, sua
individualidade comprova e reage a falácia enganadora que propala. Na verdade,
o “pseudo” poder, conhecimento, inexiste,
persiste apenas a capacidade de representar
enganando a fim de sustentar os benefícios que aufere com a ignorância
dos seus seguidores. O temor inculcado através de frases feitas tem impedido o
livre exercício das faculdades mentais e sensíveis e, portando de ver a
realidade. A audácia é tamanha que além de propalar de supostos dons divinos,
ainda se inculca temor ao semelhante como se também destes tivéssemos que ter
medo. Exemplo disso é a frase “Se Deus é por nós quem será contra”. Ora, contra
nós é nossa ignorância, falta de vontade, medos, vaidade, amor próprio e tantos
outras deficiências que nos impedem de evoluir e conquistar. Somos detentores
exatamente dos mesmos poderes, capacidades, dons, competindo a cada um,
exclusivamente, construir um caminho
luminoso oriundo do saber ou das trevas fruto da ignorância.
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