Muitas são as reflexões,
eternizadas em poesias, músicas, pensamentos, pinturas, oriundas das
profundezas de seres que, inconformados com a vida que levaram ou ainda levam,
externaram seu arrependimento. Certamente muitos dos leitores, em vários
momentos da vida, normalmente estimulados por acontecimentos álgidos, se
propuseram a mudar. Inúmeros são os momentos em que a consciência chama
atenção, indicando que a rota precisa de ajustes, que a vida pode e deve ser
ampliada, que existem maravilhas ainda não percebidas, não devidamente
valorizadas, esquecidas. Normalmente, o devido valor só é atribuído quando não
é mais possível desfrutar da companhia, do momento etc. Quantos são os que
sofrem por não mais poder dizer ao seu ente querido o quanto ele era
importante, o quanto o amava? Quantos são os que não podem mais dizer a um amor
da gratidão por ter participado da vida, oportunizado momentos sublimes? Quantos são os que, não valorizaram, não
cuidaram da saúde, e, atingidos pela doença, tudo dariam para recuperá-la? O
mal é que, quando a vida oferece nova oportunidade, logo os propósitos são esquecidos,
voltamos ao piloto automático. Portanto
é preciso recordar, a cada instante, de agradecer, de valorizar, de observar,
atentar para tantos aspectos que nos são gratos, que nos fazem sentir
protegidos, amados, respeitados. Atentar, agradecer pela saúde, pelas inúmeras
oportunidades que esta condição nos oferece. Atentar para as maravilhas da
natureza que, a cada instante, nos convida a estabelecer vínculos, observar o
nascer de um novo dia, o entardecer, a linda noite, a chuva, o sol, os
pássaros, as flores e plantas, sentir a energia do oxigênio penetrando em
nossos pulmões. Atentar e agradecer a tudo o que nossos pais nos fizeram e continuam
fazendo, dizer obrigado, eu te amo enquanto ainda desfrutamos de convívio.
Dizer amo você meu filho, tenho orgulho de você, falar da sua importância,
conviver, falar, ouvir, abraçar, beijar. E assim, a cada instante, abraçar
mais, respeitar as pessoas como elas são, ver o sol se por...
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