Certamente a mais importante
instituição humana é a família, formada por dois seres que se unem em
decorrência de afinidades, comunhão de pensamentos, sentimentos, projetos e
ideais comuns. Em que pese a grandiosidade e importância da decisão, muito
pouco se sabe sobre os elementos que devem compor a união sob pena de malograr
todo o projeto traçado. Ocorre que os fatores que vão aos poucos unindo dois
seres são formados por elementos não explicitamente conhecidos, ou seja, embora
seja possível identificar aspectos de atração, as razões que formam o amor não
são conscientes. Fácil constatar que o amor que provoca a união de dois seres
não é fruto de vontade pensada, ao contrário, normalmente os vínculos vão se
formando sem que se tenha domínio dos movimentos internos que estão sendo
formados. Sem perceber o amor toma
forma, une, liga, faz vibrar o interno e surge então a necessidade de
construção de uma vida em comum. No entanto, mesmo com o surgimento da mais sublime obra que pode um
ser humano deixar, (filhos), de longa data, tem emergido sinais evidentes da
ausência de conhecimento sobre os fatores que interferem, mantém e ou afastam
os seres. O percentual de separações é imenso, quase metade das uniões acabam
em separação. Outro grande número, mesmo que persista formalmente, vivem a frieza do distanciamento, o convívio é
amargo, triste, inexiste diálogo, prazer na convivência. Como mudar este
panorama? É preciso compreender que o amor é fruto da identidade de pensamentos
e sentimentos, da comunhão dos mesmos objetivos ideais, sonhos. Elemento
imprescindível da união é o afeto que é o amor feito consciência. O amor
depende do cultivo de três elementos, paciência, tolerância e constância.
Portanto, a destruição dos vínculos ocorre pela ausência do cultivo dos valores
expostos e por conta do distanciamento dos projetos e ideais comuns. A
sensibilidade, radar psicológico capta os sinais emergidos do interno do ser e os fios invisíveis que ligavam os seres vão
sendo destruídos automaticamente. Recordar dos encantos que originaram o amor, cultivar os valores acima referidos ciente de
que, embora as atrações mundanas, a
felicidade depende, necessariamente da aprovação da consciência do correto
proceder.
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