Especialmente entre os mais
jovens, é comum, o “viver o momento”, como se mais nada importasse. Inegável que,
sentir a vida depende de consagração, entrega,
em cada atividade, instante,
captando, percebendo, pensando e sentindo cada movimento. No entanto, é
preciso cuidar para não comprometer o ser de amanhã. Recentemente, assistia
matéria jornalística sobre um show
musical internacional que aconteceu em São Paulo. Mostrava a reportagem, que muitos jovens haviam permanecido dias na fila
por um ingresso, cantavam entusiasmados músicas de seu ídolo. Uma delas, mais
exaltada, dizia que, naquele
instante, nada mais importava e que,
poderia perder a voz pelo resto de sua vida apenas pela alegria do
instante. Outro dia ouvi uma história de
um casal que possuíam vários filhos, e que, na velhice a mãe teve coragem e
revelou a duas delas que o verdadeiro
pai era fruto de relacionamento extraconjugal durante o casamento, fato ainda
desconhecido do marido. Embora distintas
as histórias, possuem elas íntima ligação, ou seja, o fato de que, a alegria, prazer, do momento não pode comprometer o ser do
futuro. O que seria daquela jovem, se, de fato, perdesse a voz pelo resto de
sua vida apenas por desfrutar de uns
momentos musicais? Quanto sofrimento, arrependimento, dor e
angústia a acompanhariam por toda a
vida? Certamente, logo depois, daria tudo para voltar no tempo e recuperar tão
precioso bem. E aquela mãe, que, pelo desfrute de momentos impensados
comprometeu toda sua vida, carregando, a cada instante, a dor da traição, não só do cônjuge, mas,
especialmente dos próprios filhos? Quanta amargura, sofrimento, arrependimento?
Evidente que, se pudesse voltar no tempo
jamais praticaria os impensados atos. Portanto, cada atitude deve ser
analisada tendo em conta a repercussão no ser do futuro, sob pena de carregar,
posteriormente, pelo resto dos dias, o
peso de um ato impensado, fruto do prazer do momento. A vida, a felicidade é
feita de milhares de movimentos, cuidar
de cada um deles, é proteger o ser do amanhã, oferecendo-lhe o aroma doce ou
amargo dos cultivos.
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