
Em que pese á dificuldade
corrente em definir a vida, fruto da ausência de estudo, reflexão, compreensão
do significado, objetivo desta grande oportunidade, um sentimento tem
permitido, mesmo que em poucos momentos,
intuir o alcance, profundidade, desta prerrogativa. Mesmo
reconhecendo a importância da mente na condução do destino, inclusive no que pertine na formação dos próprios valores, sentimentos
que depois serão os responsáveis por fazer palpitar e perdurar no interno de
cada um os momentos vividos, é o coração
que detém a capacidade de vincular,
manter vivo, registrado indelevelmente
cada instante. Por outro lado é o amor que detém o poder de transformar
cada atividade, seja no lazer, trabalho, convivência, em algo único, sublime. È
o amor que dá sabor, que permite entregar-se e oferecer o máximo. È o amor que
vincula, liga, transforma. O amor equilibra, faz vibrar, é energia pura. Portanto, sem amor a vida é
fria, sem sabor, com os minutos, horas,
dias, meses ou anos passando sem que reste registrado um único instante. É como
se não vivêssemos. Por outro lado, amar o trabalho é garantia de profícuo
resultado, de alegria numa grande parte do dia. Amar o cônjuge, amigo, pai,
filho, irmão amigo é desfrutar de inefáveis momentos, de troca, de profundas vibrações. Amar a natureza
oportuniza compreender a grandeza da criação, sendo grato ao dia, a noite, ao
sol, chuva. Embriagar-se de amor, é
embriagar-se de vida, despertando com alegria para mais um dia de trabalho,
de diversão, de convivência, inclusive
com seu próprio mundo interno, percebendo que é nele que as lutas são
vencidas, que obstáculos são superados.
Portanto é preciso aprender que além da mente somos dotados de um coração que
nos foi dado para cimentar, registrar,
internamente, cada momento vivido. Que este sentimento além de dar sentido á
vida, equilibra, regula a vida
psicológica. No entanto, para que o amor se manifeste é preciso permitir, alimentando seu próprio coração com
pensamentos de elevada hierarquia, afastando a vaidade, o amor próprio, o
egoísmo e tantos outros defeitos que só fazem nos distanciar dos outros, de nós
mesmos e da própria vida.
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