
Inúmeros são os conceitos,
formas, maneiras de concepção da vida. Penso que o importante é dispor-se a
refletir, dedicar um tempo, o máximo possível,
a fim de buscar informações,
elementos que contribuam na compreensão
do significado desta grande oportunidade que é viver. Não é possível
conformar-se com o fato de que a vida é um acaso, que este percurso que medeia
a concepção, nascimento e morte não possui,
nenhuma importância, ou seja, não importa o que é feito no trajeto, ao
final da caminhada o destino será o mesmo. Pensar assim implica em colocar no
mesmo patamar a vida humana, animal,
vegetal ou mineral. Refletir sobre o tema, oportuniza, milhares de exemplos,
informações contundentes, decisivas, precisas e convincentes que nos mostram
que a existência é muito maior do que este pequeno interregno que conhecemos.
No entanto, mesmo concebendo a vida como este fragmento de tempo, inegável que
pode ela se constituir numa bela edificação,
cheia de bons exemplos, virtudes, conhecimentos que irão iluminar e
contribuir para com àqueles que virão depois. Poderá também implicar num péssimo exemplo, na demonstração de tudo o
que não se pode e não se deve fazer. Uma das tantas formas análogas de concepção
é imaginar o percurso como milhares de sons. Estes sons, de responsabilidade e produção do próprio
indivíduo ditam as sensações, vibrações,
angústias, amarguras, alegrias, vitórias ou derrotas que vamos experimentando
no percurso. O som pode ser leve, agudo, calmo ou agitado, contundente ou
sereno. Assim será o nosso dia, segundo
os movimentos mentais, pensamentos e sentimentos que cultivamos, repercutimos internamente o som que
produzimos. Este som que nasce no interno, provoca reações, reflexos no mundo
externo, por força das leis de causa e
efeito, correspondência. Portanto, o som
produzido no percurso é responsabilidade pessoal, cada segundo, minuto, hora, dia, mês, ano, repercute os ditames do maestro chamado
consciência é ela que conduz a orquestra. É possível organizar esta orquestra
para que produza as mais maravilhosas melodias, cujos sons vão se espalhando
por todos os lugares por onde passamos, transformando a própria vida e a dos
demais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário