terça-feira, 11 de setembro de 2012

O bem e o mal



 

 
Se olharmos a história da humanidade, facilmente se constata que, ao longo dos tempos e até os atuais, não soube o homem distinguir o bem do mal. Em nome do bem cometeram e continuam sendo cometidas as maiores atrocidades. Milhares foram e continuarão sendo mortos inclusive em nome de Deus. A ignorância humana não permite compreender a criação, especialmente,  distinguir a atuação destas duas forças que dela fazem parte e que nos conduzem para um lado ou para outro. A linha é tênue, invisível, passível de burlas de acordo com a vontade individual. Por conta disso, para muitos o bem é eliminar o semelhante, tirar-lhe o que tem de mais precioso. A ignorância é tanta que não poupa nem pais e filhos, irmãos, amigos, crianças idosos, sempre, encontra o homem, em sua mente,  justificativas em nome do “bem” que lhe permitem, explicar,  a pratica de um ato de extrema crueldade. Parece fácil o diagnóstico quando se olha para fora, de preferência em crenças, conceitos, modos de vida dos quais não comungamos. Outra coisa é olhar nos seres próximos, que gostamos, e, especialmente,  em nós mesmos, identificar quais pensamentos, sentimentos, palavras e atos tendem para o bem ou para o mal. Em muitas oportunidades, o “bem”, é atacar o semelhante, fazê-lo sofrer, impor razões, conceitos, críticas,  valores. Em outra o “bem” é deixar, permitir, tolerar que o mal aconteça.  O bem,  não foi, não é, e não será jamais, impingir sofrimento a alguém. Ferir, física ou psicologicamente não se coaduna com esse conceito. O bem, ao contrário,  é a prática de condutas que objetivam fazer com que o semelhante possa ser mais feliz. Portanto, a análise de qualquer ação ou omissão sob o  conceito do bem e do mal deve levar em conta o meio e resultado. Quando o propósito é colaborar, sem ferir, magoar, objetivando a busca da felicidade então se está diante de uma conduta do bem. Por outro lado, quando a conduta implica impor qualquer conceito, valor, crença,  causando dor e sofrimento,  limitando o livre exercício das faculdades ao semelhante se está diante do mal.

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