
Tudo o que ocorre em nosso
próprio mundo interno, circundante, seja nas relações com o semelhante, entre
os demais, é objeto de análise,
avaliação e julgamento. Cada pensamento, palavra ou ato próprios são alvos de cotejos e juízos. Assim também,
especialmente, na vida dos demais, onde
cada atitude é vigiada e julgada. Vivemos preocupados com o conceito que os
demais possuem em relação a nossos comportamentos, normalmente, somos pródigos em minimizar os defeitos
individuais e rigorosos em apontar nos outros. Muitos são os que, incessantemente,
vivem propalando de suas virtudes, dons,
valores, como se os demais não
tivessem a capacidade de encontra-las, e, portanto, imprescindível ressaltá-las. Em que pese o
esforço, parece que, quanto maior o empenho no sentido de propalar dos próprios
atributos mais dúvidas são formadas, ou
ainda, ao contrário, vão sendo
construídos, aos poucos, conceitos
negativos. Falar dos próprios dons, auto promover-se, elogiar-se, produz, nos demais, efeito inverso. Por outro
lado, a crítica injusta do semelhante somente perdura até o momento em que o
próprio juízo recolhe os necessários
elementos para julgar. Ocorre que, a
verdade não se oculta nem se impõe, emerge, naturalmente, sem necessidade de auto promoção. Portanto, quanto maior é a preocupação, seja
do próprio ser, de uma empresa, veículo
de comunicação no sentido de autopromover-se, atribuindo-se dons e valores
superiores, apontando e criticando os demais, menores atributos verdadeiros possui, razão porque, tenta incutir àquilo que não emerge naturalmente. O espelho do que efetivamente se possui são
os exemplos. O juiz de tudo o que ocorre, em todos os âmbitos da vida é a
própria consciência, é ali, no altar máximo da criatura humana onde são
prestadas as contas, emergindo, um balanço que pode ser positivo ou negativo, segundo seja o conteúdo moral e
intelectual. Portanto quem quiser
desfrutar de um bom conceito, sejam pessoais, empresariais, depende de cultivar
os necessários valores para que a verdade transpareça, momento em que, já não será mais preciso
tentar incutir o que não se possui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário