quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Juiz da vida



 

Tudo o que ocorre em nosso próprio mundo interno, circundante, seja nas relações com o semelhante,   entre os demais,  é objeto de análise, avaliação e julgamento. Cada pensamento, palavra ou ato próprios são alvos  de cotejos e juízos. Assim também, especialmente,   na vida dos demais, onde cada atitude é vigiada e julgada. Vivemos preocupados com o conceito que os demais possuem em relação a nossos comportamentos, normalmente,  somos pródigos em minimizar os defeitos individuais e rigorosos em apontar nos outros. Muitos são os que, incessantemente, vivem propalando de suas virtudes, dons,  valores,  como se os demais não tivessem a capacidade de encontra-las, e, portanto,  imprescindível ressaltá-las. Em que pese o esforço, parece que, quanto maior o empenho no sentido de propalar dos próprios atributos  mais dúvidas são formadas, ou ainda, ao contrário,  vão sendo construídos, aos poucos,  conceitos negativos. Falar dos próprios dons, auto promover-se, elogiar-se,  produz, nos demais, efeito inverso. Por outro lado, a crítica injusta do semelhante somente perdura até o momento em que o próprio juízo recolhe  os necessários elementos para julgar. Ocorre que,  a verdade não se oculta nem se impõe, emerge, naturalmente,  sem necessidade de auto promoção.  Portanto, quanto maior é a preocupação, seja do próprio ser, de uma empresa,  veículo de comunicação no sentido de autopromover-se, atribuindo-se dons e valores superiores, apontando e criticando os demais, menores  atributos verdadeiros  possui, razão porque, tenta incutir  àquilo que não emerge naturalmente.  O espelho do que efetivamente se possui são os exemplos. O juiz de tudo o que ocorre, em todos os âmbitos da vida é a própria consciência, é ali, no altar máximo da criatura humana onde são prestadas as contas, emergindo, um balanço que pode ser positivo ou negativo,  segundo seja o conteúdo moral e intelectual.  Portanto quem quiser desfrutar de um bom conceito, sejam pessoais, empresariais, depende de cultivar os necessários valores para que a verdade transpareça,  momento em que, já não será mais preciso tentar incutir o que não se possui.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário