Ao longo da existência humana,
tem o homem procurado, de todas as formas, aproximar-se de Deus. Para tanto, criou e
continua criando inúmeras formas, rituais, ambientes que, segundo
quem os instituiu seriam o caminho. Mesmo com a evolução na compreensão dos mais complexos sistemas,
mecanismos que propiciam melhores condições de vida, de saúde etc, a mente
humana continua incapaz de encontrar o caminho que lhe conduza até seu criador.
É que, todas as “supostas” formas de aproximação, falham no primeiro
pressuposto para atingir fim tão elevado, ou seja, todos, absolutamente todos,
estabelecem como condição, a adoção dos
rituais impostos, a impossibilidade de questionamento, a necessidade de
submeter-se indefinidamente aos preceitos previamente estabelecidos. Falham
porque, nenhum deles ensina o ser humano a construir por sua própria conta o
caminho até o criador. Falham porque,
partem do pressuposto que Deus criou diferentes categorias de seres
humanos, uns com dons superiores, e outros
que deles dependeriam para conhecer e saber da própria vida e destino. Falham
porque se colocam ou impõe existência de intermediários dos quais dependeríamos para falar com Deus.
Falham porque impõe o temor a Deus, a fé cega, como se Ele dependesse que
acreditássemos nele ao invés de conhecê-lo.
Falham porque basta observar os exemplos dos supostos interlocutores
para comprovar o quanto suas condutas pessoais, de vida em família, social, no
mundo econômico, da exploração de dita condição, evidenciam que jamais, Deus permitira que em
seu nome alguns se beneficiassem em detrimento de outros. Deus, autor desta magnífica criação onde
colocou o único ser inteligente do qual
dotou de partícula própria, impôs
um caminho a seguir como razão da
existência. Esse caminho é o caminho da evolução, da superação, de transcender estados de consciência
somente possível dentro de cada uma.
Evoluir, transcender, superar-se é tarefa pessoal, individual que depende de
conhecimento, de saber, de nutrir a inteligência com elementos que
propiciem definir entre o bem e o mal, o
certo do errado, o justo do injusto. Esse conhecimento propicia aproximar-se de Deus, conhecendo e
sabendo de sua vontade através da própria consciência. Aproximar-se de Deus
depende de conhecer seu pensamento, só permitido a quem cultiva dentro de si
elementos de idêntica hierarquia.
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