Nessa busca desesperada por nos entender, nos encontrar, e, mais ainda, encontrar Deus, corremos para os mais diversos lugares sem refletir. Não percebemos que, independente de onde estamos Ele está conosco, ora, não aprendemos da sua unipresença, ou seja, presença em todo e qualquer lugar e tempo? No entando, não o sentimos, não o compreendemos, não o reconhecemos. Sem compreender, buscamos contatos com as maiores energias oriundas da mente universal, e lá, por instantes, sentimos que existe um outro mundo, mais sereno e feliz. Refiro-me a água, a terra, o ar, especialmente. Por que será, que nos amontoamos nas praias, com milhares de seres disputando um cantinho de areia e umas gotas d'água? Porque será que adoramos uma cachoeira, um lago limpinho, um rio, ou até um belo banho, gelado ou quentinho? Que força existe nestes elementos? E quando nos dispomos a colocar o pé na terra, sentir o seu cheiro, de preferência em áreas virgens, livre do lixo que produzimos, não vemos descarregar a energia negativa, e nos enchermos de vitalidade? A ignorância a respeito, não nos permite pensar, sentir, e ver que tais energias emanam puras e cristalinas da fonte original, de onde viemos e prá onde vamos. Também não percebemos que inúmeros aspectos nos unem, nos indicam o caminho, nos proporcionam estabelecer e sentir influxos desta ligação. Portanto, não preciso invocá-lo, implorar por sua presença, ajoelhar-me, o caminho para o encontro deve ser de cabeça erguida, ciente de que atuo como filho dele, que sou merecedor de ser assim chamado, e suas leis atuarão independentemente da vontade deste ou daquele, porque uma mente tão magnífica não se coaduna com a maldade do castigo ou da soberba. Se ainda assim não consigo sentir e comprovar da existência de Deus, que tal refletir sobre o ar, o oxigênio, porque e como funciona tal elemento? Que ligação estabelecemos com ele? Se pensarmos e recordarmos que vivemos introduzindo em nosso organismo, incessantemente, milhares de particulas dessa grande força, se sentirmos, a maravilhosa sensação que é capaz de produzir, se nos dispormos a respirar percebendo nossos pulmões se enchendo dessa parte da criação, portanto, de Deus, mantendo, assim, íntimo contato com minha vida, posso exercitar a prerrogativa de sentir que ele existe.

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