Desde o nascimento, nos vemos orientados e cobrado a nos comportarmos segundo dois conceitos básicos, o bem e o mal. De acordo com os elementos de juízo a respeito, nossos pais avós, professores e outros seres que convivemos, vão nos ensinando, qual o comportamento tende para um lado ou para outro. Por conta da ignorância a respeito, muitos atribuem a Deus o bem e ao “diabo” o mal. No entanto, tanto o bem quanto o mal fazem parte da criação, e, portanto tem a mesma origem, e, foram criados, exatamente, para que pudessem os seres evoluir, melhorar, proferir juízos, julgar, decidir, sobre a condução da vida. Se não houvesse o mal, não saberíamos o que é o bem. Portanto, temos dentro de nós tanto o bem quanto o mal. Ocorre que, não sabemos o que é o bem e o que é o mal, a humanidade, ao longo da sua existência, tem, incessantemente, comprovado, que não diferencia o que pertence a um ou ao outro. Tanto é verdade que sob o argumento do bem, chegam ao ponto de tirar a vida do semelhante, e assim foi e continua sendo. Aliás, até aqueles que se dizem mensageiros de Deus, mataram e continuam matando, assegurando, em nome Dele, sem falar nas inúmeras outras maldades que fazem, comprovando, mais uma vez, que não sabem conceituar o bem ou o mal. Dia desses, ao fazer uma visita a uma família vizinha, durante mais de uma hora, enquanto conversava com o casal, um senhor, de idade avançada, embora presente, permaneceu por todo tempo em silêncio. Já de saída, um dos cônjuges, falou em tom alto ao idoso, apresentando-me e dizendo quem eram meus pais. Quando me despedi, embora não tivesse ele me dirigido uma palavra, “tinha problemas auditivos”, esse ser, apertou minha mão com força e me disse “faça o bem meu filho, faça o bem”. De lá saí inquieto, procurando saber o porque de tal manifestação, e, após conhecer de sua trajetória da vida, vendo nela muita maldade, compreendi de seu desalento. Percebi que todo dia é dia de melhorar, de direcionar cada vez mais o pêndulo para o lado do bem, a fim de que não chegue o final dos meus dias melancólicos com remorso do que vivi. O bem, segundo que compreendo, é tudo o que é feito em prol da humanidade, sem objetivos de êxito pessoal, sem soberba nem vaidade.

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