Dia desses, inspirado com os pensamentos contidos em texto publicado neste periódico, de autoria do colunista Monticelli , estimulei-me a escrever sobre o tema "felicidade". Segundo o que compreendi da leitura, a felicidade está diretamente ligada ao acesso do ser a um outro mundo, qual seja o "metafísico". Certamente questionará o leitor, mas que mundo é este? onde ele se encontra? como acessá-lo?. Pois é, penso que para conhecer e se aproximar de um outro mundo, devo começar por conhecer e me afastar um pouco deste. Então comecei a pensar quais as características que cultivo e que não poderiam, jamais, pertencer a um mundo superior?. Lembrei, então do quanto é divertido ver os "tombos" dos outros, especialmente, áqueles físicos, ou seja, tipo "video cacetadas". Pois é, como é possível falar em "felicidade" quando o motivo do riso é a dor do semelhante? E, neste caso, não importa se é a dor física da pancada, ou a moral do vexame. Sequer os fracassos dos outros nas atividades da vida corrente me incomodam, ao contrário, servem para fortalecer a minha personalidade. Estas são, a meu ver, as características do "bárbaro" que permanecem em mim e que, não se afinam com nenhum elemento de inteligência do outro mundo. Penso que para acessar o outro mundo, o "metafísico", devo começar por afastar caraterísticas negativas, inferiores . Outro dia, deparei-me com um comentário de um "agente político", regional, utilizando-se do termo "travecão", para conceituar um ser, do qual, certamente, nada conhecia para julgar, quando, penso, o conceito de cada um é formado pelo conteúdo moral e intelectual que possui e não pela opção sexual. Evidente que um mundo que está além do físico, não pode compactuar com atitudes que demonstram insensibilidade com o semelhante. Como é possível acessar o mundo "metafísico", se me afino com condutas que demonstram o quanto ainda permaneço, moralmente, na idade da pedra? Penso que, para acessar o mundo "metafísico", preciso evoluir, transcender, superar, muitos aspectos, começando por cultivar melhores pensamentos e sentimentos, eliminando defeitos, tendo presente, a cada instante, que a felicidade está num outro plano, cujo acesso só está permitido a quem cultiva atributos de idêntica hierarquia. E este paraiso "felicidade" , está no interno de cada ser, é o refúgio da consciência, onde no íntimo do meu ser, desfruto da inefável sensação de pertencer a espécie humana já que, me comporto como tal, respeito as leis universais, e que, por isso, sou considerado filho de Deus.

Nenhum comentário:
Postar um comentário