segunda-feira, 28 de março de 2011

Família, união e distanciamentos


Se olharmos para a constituição da sociedade, fatalmente,  cumpre analisar o papel da família no processo  evolutivo da espécie humana. É comum afirmar que o esteio ou suporte que mantém e sustenta a vida na terra é a família. Mas o que é família? o que une e mantém os vínculos? o que os faz cessar? Evidente que ao falar de tão importante conceito, de plano recordamos da ligação sanguínea que une os seres. No entanto, embora estreitos laços, tais identidades, não tem,  a capacidade de manter unidos e vinculados os seres. Ao contrário,  é comum o distanciamento dos mais sublimes laços de ligação, seja de pais e filhos,   irmãos, marido e esposa,  e tantos outros. Fácil constatar, portanto, que a identidade genética,  sanguínea,  não é suficiente para manter vinculados seres. Em que pese a importância dos laços, raro é, constatar e ou compreender por quais razões se distanciam,   bem como,  quais elementos mantém o vínculo.  Busquei, então, um conceito que pudesse, de alguma forma,  encaminhar uma reflexão,  e, penso que “família é a união e ou identidade de pensamentos e sentimentos”.  Compreendo que,   nenhuma família mantém-se unida quando seus membros  não comungam dos mesmos pensamentos e sentimentos, ou seja, objetivos, ideais de vida, valores, ética, moral etc. Penso que  os vínculos que verdadeiramente importam numa família não são os sanguíneos,  e sim a comunhão  e identidade no pensar e no sentir.  Como tudo,  basta observar a criação para constatar tal afirmação. Na natureza,  características idênticas, mantém unidas,  plantas, flores, animais,  etc. Assim também são as famílias de amigos, cujos vínculos são mantidos por afinidades, identidades,   pelo,  cultivo de idênticos gostos, vícios, pensamentos.  Por conta da ignorância a esse respeito, é comum  não conseguirem os seres, explicar o que os distanciou. No entanto, se observarem no seu interno, perceberão,  que pensamentos e sentimentos  promoveram  conflito  de ideais, e, mesmo que a razão não foi capaz de explicar, a sensibilidade que é um radar, captou os sinais, e, aos poucos promoveu a separação daquilo que na mente e no coração já havia ocorrido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário