quarta-feira, 27 de abril de 2011

Acreditar ou saber...


Inegável  que,  o acerto  ou desacerto nas inúmeras decisões que tomamos diariamente,  estão,  diretamente ligadas  ao grau de conhecimento, inteligência que possuímos. Em que pese isso, decisivos encaminhamentos da vida são tomados por conselhos  oriundos das mais variadas  fontes. É que, devido a propensão que possui o ser humano em crer, além da atração ao fácil e ao engano, ao invés de buscar o conhecimento, “o saber”,  preferimos o caminho mais fácil, ”acreditar”. Diante dessas características psicológicas do ser humano, criaram-se as indústrias  que oferecem soluções para todos os aspectos da vida, sem qualquer suporte no conhecimento.  Tendemos à confiar nos outros,  pedimos, ouvimos  e decidimos segundo as mais diversas origens de idéias. Tais tendências são tão flagrantes, que,  surgido o problema, necessitamos, nos sentimos melhor,  quando transmitimos nossas angústias aos outros, e, inconscientemente,  o alívio ocorre porque ao mesmo tempo, transferimos ao outro parte da responsabilidade na solução. Além de depender da opinião dos outros, também somos generosos em dar palpites nos mais variados temas, sem qualquer preocupação  com a segurança a cerca do suposto conhecimento que possuímos.   Com base no “acredito”, pedimos e damos conselhos,  falamos, discutimos e tentamos inclusive impor  aos outros razões que não detemos.  Por conta disso erramos e induzimos os outros a errar e,  sequer nos damos conta disso.  Todos nós formos criados e detemos a mesma capacidade de desenvolvimento mental, sensível e espiritual,  e, portanto, temos a possibilidade, de, em igualdade de condições, buscar o conhecimento em qualquer  aspecto da vida.  A segurança a cerca do nosso futuro depende, exclusivamente,  do saber, só ele pode nos encaminhar para o bem ou para o mal, para o sucesso ou para o fracasso. O saber devolve ao ser a fé, a única que importa,   a fé em si mesmo,  não mais necessitando  confiar aos outros o que somente a cada um  compete.  Portanto a condução da vida é aspecto individual que não pode e não deve ser terceirizada sob pena de chegar ao fim dos dias amargurado, com a sensação do vazio de uma vida inútil que nada conseguiu produzir  de benéfico para o futuro da humanidade.

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