domingo, 24 de abril de 2011

Os opostos se repelem


Os conceitos equivocados á cerca dos aspectos mais relevantes da vida, são  responsáveis por tantos dissabores e incompreensões. É bem verdade,  que não nascemos com manual de operação,  nossa educação  e formação é encaminhada segundo os valores  de nossos pais, professores e demais seres que convivemos. Diante da  carência de conhecimentos sobre nós mesmos, vivemos,  decidimos, julgamos e nos conduzimos segundo conceitos e ou pré conceitos,   repassados,  sem nos dispormos  a refletir  do acerto ou não de referidos valores. Assim,  com base no suposto conhecimento  coletivo, se tem  aprendido que “os opostos se atraem”,  sem, como dito, refletir sobre tamanha inverdade. Evidente que,  toda verdade,  pela força e poder que possui,  pode e deve ser questionada e  confrontada com todos os elementos possíveis a fim de certificar-se  do atributo conferido. Como tal, as confrontações, comparações, reflexões, encontram sempre, campo fértil e quase exclusivo na observação de tudo o que nos rodeia. Neste contexto,  para certificar-se de que “os opostos se atraem”, necessário,  avaliar, observar, com os olhos do entendimento, toda vida que nos cerca, seja mineral, vegetal,  animal ou humana,  e buscar nela,  confirmação para a premissa aceita. Fácil será, constatar, que, ao contrário do que se sustenta, o que atrai não são as oposições, diferenças,  e sim as similitudes, igualdades, identidades em seus mais variados aspectos. Assim,  em qualquer dos reinos, vegetal, ou mineral,  a natureza,  mostra sempre,  que  a união é fruto das afinidades. Basta ver que os minerais, quando encontrados não estão isolados, sempre se concentram em determinados lugares, assim como os vegetais que devido a identidade de características se desenvolvem e formam famílias. O ser humano não é diferente, ele se atrai por àqueles que cultivam e mantém  similitudes, identidades, de pensamentos, tendências, gostos e até nos defeitos ou vícios.  A atração, portanto não ocorre com aspectos opostos e sim com os idênticos, e,  somente se manterá se continuarem os seres nutrindo os mesmos valores. Ocorre que, além de não conhecer o seu próprio mundo interno, tampouco  consegue compreender o semelhante, e, iludidos por aparências, acreditamos nos vincular ao oposto, quando na verdade nos unimos  às semelhanças. Por conta disso, quando  pensamentos e sentimentos se opõe, ocorrem as separações.

   

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