Desde cedo, aprendemos que embora o maior grau de desenvolvimento humano, restringimo-nos a desfrutar de apenas cerca de 10% (dez) por cento de nossa capacidade. Embora tal conclusão não tenha merecido contestação, muito pouco se sabe onde estariam os 90% de potencial, não explorados. Penso que a limitação se inicia pelo total desconhecimento do funcionamento e uso de dos mecanismos sensíveis e espirituais que possuímos, os quais, embora correntemente aceitos, pouco conhecemos. A exploração das prerrogativas humanas tem se restringido, basicamente, ao uso do sistema mental, cujo mecanismo, embora de grande importância, contempla apenas parte de nossas potencias internas. Quem sabe, se conseguíssemos conhecer, compreender e utilizar as inteligências depositadas no sistema sensível não avançaríamos, significativamente, no uso de nossas capacidades. Muitos, acreditam que sensibilidade é algo que pertença a natureza feminina, não compreendendo que homem também ama, sofre, perdoa e sente, faculdades estas, ligadas diretamente a sensibilidade. Ocorre que, ao contrário do que acreditam muitos, o alcance da sensibilidade, como acontece com a mente, está diretamente relacionada ao grau de inteligência do ser. Assim, quanto mais conteúdo moral, ético tiver o ser, maiores serão as potencias da referida faculdade. Acontece, porém, que no início da civilização, devido as características da vida na terra, prevalecia no homem o sistema instintivo, e, por conta dele, sobrevivemos, vencemos tantas lutas selvagens, procriamos e mantivemos a espécie. Posteriormente, com o avanço, o sistema mental se desenvolveu, e o homem passou, mecanicamente, a ser conduzido pela razão, pouca atenção dando a parte sensível do ser. Em que pese a ignorância, a sensibilidade sempre atua, mesmo que na grande maioria das vezes, sem que o ser se dê conta, precedendo, resolvendo, muitos aspectos da vida antes mesmo que a razão pudesse compreender. Assim é que, muitas vezes, a mente não consegue explicar porque nos sentimos tão bem em determinados ambientes, nos afinamos sem conhecer as pessoas, da mesma forma que, mesmo não compreendendo, nos afastamos de outras e lugares que emanam energias que nos repelem. O dia que conseguir o homem, compreender, ouvir e fazer o coração participar da vida, com certeza acertará mais, vibrará mais, aumentará, decisivamente, seu grau de inteligência.

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