segunda-feira, 11 de abril de 2011

Gratidão, pilar da felicidade


Se tivesse que indicar um pressuposto, condição, virtude que levasse a felicidade, certamente seria a gratidão. Inegável que,  a cada dia ao acordar ou ainda ao deitar, nos deparamos refletindo sobre como foi ou como será o nosso dia. Objetivamos, sempre, viver ou ter vivido instantes felizes. No entanto, temos imensa dificuldade em compreender  e aplicar na vida, valores que, de fato,  nos permitam sentir inefáveis sensações de bem estar. Em que pese a simplicidade que é a grande prerrogativa  de viver, criamos dificuldades, problemas, imaginamos, ampliamos,  somos extremamente ingratos e, por isso infelizes. Se,  nos propuséssemos a cultivar em nossa vida a gratidão, inevitavelmente viveríamos melhores e mais felizes. Se, a cada instante, recordássemos,  da grandiosidade que é desfrutar dessa  prerrogativa, “ viver” , tendo em conta que os problemas e dificuldades fazem parte,  e que tais obstáculos nos impulsionam, nos fazem crescer, melhorar,  recebendo-os assim não com sofrimento mas como oportunidades, evidente que além de uma  solução mais adequada ainda,  nos permitíramos sentir sensações menos amargas. Da maneira como são encarados os desafios, a convivência, resulta,  diretamente  o sabor dos instantes vividos. A amargura,  é reflexo direto da ingratidão,  primeiro a Deus, artífice da criação, depois aos pais que nos deram a vida,  e assim a todos os demais que nos rodeiam,   fazendo com que,  tudo seja objeto de crítica de reclamações,  sem qualquer compromisso com a virtude da auto-avaliação,  da generosidade, da amabilidade e da humildade. Essa vida que levamos só é quebrada pelo silêncio das tragédias, das doenças, momentos em que, por instantes,  nos pegamos a analisar o quanto sofremos e fizemos os outros sofrer por ingratidão. Quantos são os seres que após um grande trauma em sua vida, mudam completamente, são mais serenos, gratos e felizes. É possível,  pois, exercitar,  sem a necessidade de um “tranco” da vida,  a virtude da gratidão, iniciando pela oportunidade de ver o sol ao acordar, a brisa a nos refrescar, ao esposo, esposa, pai e filho que nos fazem companhia, ao trabalho que nos dá sustento e possibilidade de crescimento, e, nesses pequenos ensaios,  deixar de ser amargos para sermos  mais doces e felizes. Por fim, cumpre recordar,  que a gratidão só  se exercita quanto juntos, mente e coração (pensar e sentir) vibram em uníssono,  se constituindo em  tributo interno do ser, sem qualquer necessidade de revelação externa, a qual, ao contrário,  geralmente é fruto de falácia. 

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