segunda-feira, 2 de maio de 2011

As várias vidas que vivemos


A vida mecânica que levamos, aliada a ausência de conhecimentos a respeito, são,  responsáveis pelos desajustes no sentido amplo da vida. Não me refiro aqui, a “existência”, ou seja, a vida espiritual que é imperecedoura. Pretendo abordar, chamar atenção,  para as várias vidas que vivemos durante o percurso desta vida física. Muitas imagens podem ser feitas a respeito da “vida”,  imagino a de uma grande árvore, a qual,  pode ter vários galhos,  harmônicos, os quais  produzirão uma bela imagem, ou ainda,  a mesma planta,   com apenas um ou dois galhos,  evidenciando desequilíbrio.  Os vários galhos seriam as vidas que vivemos, as quais, devidamente nutridas,  produzirão a harmonia, ao passo que, o cultivo de apenas alguns ramos, evidenciam o  desajuste. Nossa vida é composta de várias vidas, e, todas elas necessitam de cultivo, de cuidados, de atenção, emergindo da harmonia do conjunto,  a felicidade. A primeira vida que deve ser cuidada e alimentada é a vida interna, de cujo equilíbrio, depende, o êxito nas demais. Por outro lado, impossível imaginar o ser sem a vida profissional, responsável pelo sustento, pela realização pessoal. Por outro lado, o homem é um ser social, por natureza,  sendo difícil imaginar a vida sem os relacionamentos, sem a oportunidade de conviver, de dar e receber conhecimentos, de compartilhar  sensações e emoções.  Da mesma forma, e, quem sabe hierarquicamente superior, é a vida familiar, de cuja harmonia depende o ser para a condução adequada de todas as demais vidas.  Como dito, a ignorância a respeito das várias vidas que vivemos, fazem de muitos seres, pessoas incompletas, que investem toda sua energia e conhecimentos apenas em um dos ramos, normalmente, o profissional, esquecendo que o equilíbrio de sua vida, depende,  de alimentar todos os ramos da árvore, cuidando, primeiramente,  de sua vida interna,  não se esquecendo, do profissional, do social e da família. Fácil será comprovar, da análise dos seres que convivemos, do cultivo primordial de uma das vidas, e, por conseqüência, do descuido das outras, demonstrando, que  a ausência de harmonia é incapaz de fazer o ser feliz. Assim quando  a família não merece a atenção que lhe é devida,  os filhos são os primeiros a sofrer o descaminho, refletindo também na vida conjugal. É preciso ter em conta a importância das várias vidas, e cuidá-las, nutri-las, dedicar a cada uma, diariamente,  um pedaço do tempo,  do equilíbrio, surgirá a vida resplandecente.

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