
Penso que, independentemente da idade física do ser, uma das buscas mais incessantes é a de descobrir quem somos, especificamente sobre o conhecimento do mundo interno. Instado a responder tal questionamento, busquei em minhas concepções, identificar o que faz parte do meu interno. Ao falar do interno, logo pensei no tipo sanguíneo, o qual, só sei que é “vermelho”. Pensei depois nos órgãos, fígado, intestino, coração etc, os quais, embora pouco saiba do funcionamento, sei que os possuo, porque os sinto e a ciência os explica. No entanto, as respostas para o questionamento citado não possuem nenhuma relação com nenhum desses órgãos, tampouco podem ser respondidas por terceiros, por mais que detenham conhecimentos, pois os segredos do mundo interno, somente são acessíveis ao próprio indivíduo. Então, como responder a tão inquietante pergunta? A resposta é irrefutável, através da investigação iluminada pelo conhecimento, fazendo ciência da própria vida. Ocorre que, embora os inúmeros avanços nos mais variados ramos da ciência, não existe um manual capaz de oportunizar a cada um, desvendar seus segredos, conhecer suas entranhas, no mais íntimo do pensar e do sentir. Por conta de tal carência, o ser se debate, busca em vários lugares encontrar-se, conhecer-se. No entanto, o faz, normalmente, pelos meios equivocados, ou seja, procura e ou pretende que os outros respondam tal pergunta, que terceiros desvendem os mistérios do mundo interno cujos acessos são exclusivos do próprio ser. Por conta de tais equívocos, o maior e único interessado no encontro e conhecimento de si mesmo, continuará refém dos palpites dos outros, os quais, por mais elementos que possam ter, serão dados á partir das informações que nós mesmos repassamos, já que, como dito, os segredos do mundo interno não são visíveis. Acontece, que ao repassar aos outros informações sobre nós mesmos, o fazemos segundo concepções do que acreditamos ser, cujos atributos, normalmente, não representam o ser real e sim o ideal, àquele que gostaríamos que fosse, ou ainda omitindo decisivos aspectos negativos da personalidade. Diante da grandiosidade dos rincões do mundo interno, da profundeza e obscuridade dos mesmos, ninguém, jamais poderá conhecer-se se não se propor a fazer uma detalhada e decisiva investigação de seu mundo interno. Tal investigação somente se tornará possível quando for iluminada pelo farol do conhecimento, da ciência, da ciência de si mesmo. A descoberta de tal mundo é acessível através da ciência logosófica, (Ciência da vida), criada pelo pensador e humanista Carlos Bernardo Gonzalez Pecotche, é possível, portanto saber quem sou.
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