terça-feira, 10 de maio de 2011

Homem moderno, características das cavernas...

Vivemos dizendo que somos modernos, que evoluímos, temos imensa dificuldade em compreender a forma que os antepassados viviam seus valores, costumes, regras, conceitos etc. Analisando a evolução, desde os tempos das cavernas passando pelas sucessivas transformações, fácil perceber, que grandes mudanças ocorreram, essencialmente,  no mundo externo, como por exemplo, conforto, lazer, trabalho,  ciência, saúde etc.  Em que pese decisiva e vertiginosa evolução nos aspectos citados,  internamente, o ser humano, continua carregando inúmeras características do homem das cavernas. O homem das cavernas resolvia suas contendas com o uso da força, na agressividade, predominando, em sua vida a parte instintiva do ser. Certamente,  divergirá   o leitor, assegurando  que não é desse modo  que resolve seus conflitos, que é sensível, amável, educado,  paciente, tolerante etc. Evidentemente que também nos atributos morais ocorreram mudanças, no entanto, muito do bárbaro continuam em nós, basta observar e refletir sobre algumas condutas comuns que não se coadunam com a modernidade, vejamos: No trânsito, como me comporto quando algum veículo se aproxima para ultrapassar, sinalizo e reduzo a velocidade ou acelero o carro para dificultar, emergindo, internamente reações competitivas? Nas faixas de pedestres, respeito, sou paciente,  tolerante, ou estou sempre atrasado e faço de conta que não vejo que alguém pretende atravessar a rua?  Nas inúmeras filas do mundo moderno, respeito e sou paciente ou procuro um jeitinho de “furar”, levar vantagem sobre os outros? Nos congestionamentos ou “barbeiragens”, tenho paciência ou sou agressivo, toco a mão na buzina, reclamo, ameaço? Nos diálogos com os demais, sou compreensivo, paciente, tolerante, ou quero sempre ter razão, dizer a última palavra, impor a minha opinião e vontade, independentemente do tema? Nos esportes, aceito e compreendo as derrotas, os erros dos demais, ou reclamo de tudo, sou agressivo, física e verbalmente? No trabalho, procuro sempre contribuir, orientar, ajudar, com respeito e afeto, ou me aproveito da situação hierárquica para impor minha arrogância, prepotência, amor próprio, vaidade, humilhando e machucando os demais? Na família, estou disposto a ouvir, seja esposa ou filhos, colaboro  com  a harmonia do lar, respeitando, orientando com carinho, contribuindo com as tarefas domésticas ou espero  que todos me compreendam que não me importunem e que obedeçam  minhas ordens? Com os meus pais, sou amoroso, tenho gratidão por tudo o que me propiciaram de bem, atenuando suas falhas, ou vivo discordando, machucando-os, responsabilizando-os pelos meus fracassos? Se quiser ser chamado homem moderno, devo começar por ajustar meus valores morais  compatibilizando-os com a evolução externa.

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